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Quatro sindicatos de polícia reúnem-se de emergência para decidir ações de protesto

Quatro estruturas sindicais da Polícia de Segurança Pública (PSP) reúnem-se hoje de emergência, para decidir que ações de protesto vão realizar para contestar a não aprovação do estatuto profissional.

(Arquivo)

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No encontro, vão estar presentes os dirigentes da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP), Sindicato Independente dos Agentes da Polícia (SIAP) e o Sindicato Vertical da Carreira da Polícia (SVCP), as quatro estruturas que assinaram o memorando de entendimento com o Ministério da Administração Interna (MAI), durante as negociações do estatuto profissional da Polícia de Segurança Pública.

Na quinta-feira passada e depois de o Conselho de Ministros não ter aprovado o estatuto profissional, os dois maiores sindicatos da PSP -- ASPP e SPP -- anunciaram a realização de ações de protesto pela não aprovação daquele estatuto pelo Governo.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, avançou à agência Lusa que as ações de luta se irão prolongar no tempo, com a realização de protestos, nomeadamente durante a campanha eleitoral.

No final do Conselho de Ministros de quinta-feira passada, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, disse que os estatutos da PSP e da GNR são "processos que ainda não estão concluídos", mas que, "oportunamente", vão ser discutidos e aprovados.

No memorando, assinado em junho entre o MAI e quatro sindicatos da PSP, ficou estabelecido que os polícias mantinham as 36 horas de trabalho e passavam a ter uma nova tabela remuneratória, que permitiria um aumento de salário até 50 euros e viabilizaria a passagem à pré-aposentação de forma automática aos 55 anos de idade e 36 anos de serviço, e a reforma aos 60 anos sem qualquer penalização.

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite