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Julho de 2015 foi terceiro entre os dez mais secos desde 1945

O mês de julho deste ano ocupa o terceiro lugar na lista das dez situações de seca mais gravosas neste mês desde 1945, com 79% do território em seca severa ou extrema, segundo um especialista do IPMA.

Em segundo lugar, está o julho de 2012, com 84% de seca severa ou extrema, a que se junta 15% de seca moderada. (Arquivo)

Em segundo lugar, está o julho de 2012, com 84% de seca severa ou extrema, a que se junta 15% de seca moderada. (Arquivo)

© Rafael Marchante / Reuters

O diretor de Meteorologia e Geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Pedro Viterbo, analisou para a agência Lusa os valores que revelam os estados mais acentuados de seca no final dos meses de julho dos últimos 70 anos em Portugal continental.

A liderar a lista dos meses de julho mais secos está o de 2005, quando a totalidade do território estava em seca severa ou extrema, os dois níveis mais gravosos.

Em segundo lugar, está o julho de 2012, com 84% de seca severa ou extrema, a que se junta 15% de seca moderada.

Os três meses de julho mais secos situam-se no atual século, mas no lugar seguinte, o quarto, encontra-se o ano mais antigo do grupo, ou seja, 1945, quando a seca severa ou extrema se alargou a 77% do país, segundo os dados do IPMA.

Em 1965, a seca chegou a 71% do território e em 1995 metade de Portugal registava esta situação, enquanto em 1992, esta percentagem ficou nos 39%.

O último lugar da lista é ocupado por julho de 1999, quando a seca só chegou a 5% do país.

A escala utilizada pelo IPMA para medir os níveis seca contempla quatro níveis de intensidade: seca fraca, seca moderada, seca severa e seca extrema.

Esta escala baseia-se num índice que tem em conta dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo.

Em 31 de julho passado, 21% do território estava em situação de seca fraca a moderada e 79% em situação de seca severa a extrema.

Neste mês manteve-se a situação de seca meteorológica em todo o território que se verifica desde março.

Lusa

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