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Turistas ignoram proibições e acedem a pé ao Castelo de Almourol

Situado numa pequena ilha escarpada, no meio do rio Tejo, o Castelo de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, está a receber turistas que ignoram os sinais de proibição do acesso pedonal ao monumento e aproveitam o caudal anormalmente baixo.

Miguel A.Lopes/Lusa

Com a falta de água, os barcos que asseguram a ligação com o monumento nacional podem chegar até ele, mas não conseguem navegar até ao principal cais de embarque, uma situação que o vice-presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha lamenta, lembrando o investimento efetuado em "infraestruturas que foram construídas tendo em conta a afluência de turistas" ao local - 50 mil por ano.

Além do problema ambiental e dos prejuízos ao nível turístico, sublinhou Rui Constantino, o facto de o monumento não estar completamente rodeado de água tem implicações ao nível da segurança, "porque as pessoas atravessam para o castelo sobre as pedras, apesar dos sinais de proibição", com facilidade. Já houve registo de alguns incidentes devido a estas travessias.

"O rio perdeu nesta zona, seguramente, só nos últimos sete a oito anos, mais de dois metros na vertical", destacou Rui Constantino, ao mesmo tempo que apontava para os cais de embarque suspensos no ar, à espera de um espelho de água que não se sabe quando regressará.

Segundo o autarca, "ainda não há muitos anos" era possível, além de aceder de barco ao castelo, dar a volta à ilha nas embarcações.

"Era mais um ponto de atração que hoje é impossível de praticar", vincou.

No seu entender, o Tejo está esquecido por parte do poder público, mas "a água existe".

"Estará nos transvases e guardada nas barragens, para produção de energia e por uma visão meramente economicista, em prejuízo do desenvolvimento turístico e de boas condições ambientais em torno do rio", criticou.

Carlos Amoroso, um dos muitos turistas no local, disse à Lusa ter pena de o rio não ter água suficiente para permitir um passeio de barco, com uma volta completa à ilha, como dantes.

"Quando temos turismo e pessoas que se deslocam aqui para ver o castelo no meio da ilha, é desolador chegar-se a esta época do verão e vermos só pedras", lamentou.

O Castelo de Almourol, que reabriu no ano passado depois de obras de beneficiação de alguns meses, remonta ao período romano e foi reconstruído por um mestre da Ordem dos Templários no século XII, sendo um dos mais emblemáticos símbolos da Reconquista.

Lusa

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