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BE acusa maioria de ter um "discurso de medo"

BE acusa maioria de ter um "discurso de medo"

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda acusa a coligação de praticar o discurso do medo. Pedro Filipe Soares discursou, esta manhã, na reentré do partido, no Porto.

O fórum Socialismo 2015, a 'rentrée' do Bloco de Esquerda, começa sexta-feira no Porto, estando agendados cerca de 40 debates nos quais os temas nacionais e internacionais que marcam a atualidade vão estar em discussão.

Com o objetivo de fazer os debates para a alternativa, o fórum Socialismo 2015 decorre entre sexta-feira e domingo na Escola Artística Soares dos Reis, no Porto.

À agência Lusa, o deputado e dirigente do Bloco de Esquerda José Soeiro explicou que este será um "momento de reflexão sobre alguns dos temas fundamentais que vão estar em discussão na própria campanha legislativa", havendo debates sobre temas que têm marcado a agenda em Portugal como as privatizações, pensões, emprego ou a saúde.

"Quer os temas internacionais quer os temas nacionais que marcam a atualidade estarão em debate no Socialismo", disse.

De acordo com José Soeiro, "o Socialismo não é um fórum que apresenta as posições oficiais do Bloco porque é um espaço no qual o Bloco está essencialmente a aprender com as posições de pessoas que não são do partido mas que têm uma reflexão sobre alguns temas que nos interessa pôr à discussão".

"O fórum Socialismo não visa apresentar o programa do Bloco mas debater com a sociedade, com especialistas, com ativistas alguns temas que nos parecem centrais", sublinhou.

Sobre os temas internacionais, o deputado bloquista destacou o debate "Angola, repressão e direitos humanos" (sábado) e um debate que José Manuel Pureza fará sobre Miguel Portas e o Mediterrâneo, "que retoma algumas das reflexões do Miguel sobre a crise no Mediterrâneo agora que ela está agravada", agendado para domingo.

"É importante, particularmente num contexto de eleições não deixamos de dar voz às polémicas, à pluralidade que compõe a própria esquerda", disse.

José Soeiro destacou as que apelidou de mesas de polémica, uma sob o tema "A esquerda deve ser patriótica?" (sábado) e outra intitulada "Que passos para um polo de esquerda?" que reúne Manuel Loff, Fernando Rosas e Alfredo Barroso, "três pessoas que tiverem percursos diferentes mas que se têm encontrado nos últimos anos na rejeição da lógica da austeridade".

"A abertura será sobre os desafios das esquerdas políticas e sociais e tentaremos juntar figuras conhecidas pelo seu percurso sindical, cívico e artístico para refletir sobre, em vésperas de eleições, quais são os desafios que se colocam às esquerdas políticas e às esquerdas sociais", enfatizou, estando presentes no arranque o ex-secretário-geral da CGTP Carvalho da Silva, a ativista do APRe! Luísa Cabral, o músico Miguel Guedes e José Soeiro.

No sábado, o ex-coordenador do BE Francisco Louçã e a eurodeputada Marisa Matias vão refletir sobre a "Europa, Democracia e Alternativas".

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, estará no encerramento do fórum Socialismo 2015 juntamente com a poetisa Ana Luísa Amaral e o coordenador da Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa, António Chora.

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