sicnot

Perfil

País

Descoberta da Universidade de Coimbra pode ajudar a tratar doenças cardiovasculares

Uma equipa de 12 investigadores da Universidade de Coimbra descobriu que uma proteína, a conexina43, existe também em vesículas extracelulares, o que pode vir a contribuir para o tratamento de doenças cardiovasculares.

reuters

A equipa descobriu que a conexina43, proteína especializada na comunicação entre células vizinhas, existe também nos exossomas (vesículas extracelulares), que podem funcionar como uma forma de comunicação entre células distantes e "um sistema de controlo de qualidade, através do qual as células podem libertar conteúdos indesejados ou potencialmente tóxicos", anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a instituição sublinha que esta conclusão pode levar a "novas abordagens terapêuticas, nomeadamente no tratamento de doenças cardiovasculares, utilizando os exossomas como veículo de fármacos e a conexina43 como um facilitador da libertação do conteúdo dos exossomas nas células alvo".

Os exossomas, que estão presentes na saliva e no sangue, "têm um grande potencial clínico e terapêutico", sendo possível isolá-los e "identificar nos seus constituintes moléculas que podem funcionar como biomarcadores para diagnóstico ou prognóstico de doença", referiu o coordenador do estudo, Henrique Girão, citado no comunicado da UC.

"Uma vez isolados, é ainda possível manipular o seu conteúdo, nomeadamente em termos de fármacos, e voltar a introduzi-los no organismo, podendo assim funcionar como veículos terapêuticos", explanou o investigador.

O estudo, que foi realizado em linhas celulares, modelos animais e amostras humanas, demonstra ainda que a conexina43 pode "também mediar a comunicação dos exossomas com as células".

Face à existência, verificada pela primeira vez, de conexinas nos exossomas, a equipa da UC quer agora determinar "a sua relevância" no contexto cardiovascular, em que os exossomas "podem mediar a comunicação entre os diferentes tipos de células que constituem o coração, garantindo o seu normal funcionamento".

Apesar do foco nas doenças cardiovasculares, a descoberta permite "o desenvolvimento de formas de tratamento inovadoras e mais eficazes no combate a vários tipos de doença", frisou Henrique Girão.

A equipa da UC vai ainda avaliar em contexto clínico se a conexina43 pode funcionar também como um indicador para as doenças cardiovasculares, numa colaboração com o Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.