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Portugal lidera consórcio que vai testar tecnologia para explorar planetas

Um consórcio europeu, liderado por uma multinacional portuguesa, vai testar nas ilhas Svalbard, na Noruega, uma nova tecnologia para exploração de planetas, que parte de redes de comunicação de sensores, usados para monitorizar o ambiente à sua superfície.

a tecnologia usada propõe-se ajudar a preparar missões tripuladas a outros planetas que venham a ser calendarizadas, fornecendo o máximo de informação sobre esses planetas. (Arquivo)

a tecnologia usada propõe-se ajudar a preparar missões tripuladas a outros planetas que venham a ser calendarizadas, fornecendo o máximo de informação sobre esses planetas. (Arquivo)

© NASA NASA / Reuters

A Tekever, multinacional portuguesa responsável pela tecnologia de base, pretende iniciar os primeiros testes, no terreno, das redes de sensores, no fim de setembro ou no início de outubro, depois de obtidas as autorizações pedidas e se as condições meteorológicas o permitirem, disse à Lusa o administrador Ricardo Mendes.

Nas ilhas Svalbard, no Círculo Polar Ártico, "os investigadores irão encontrar condições atmosféricas próximas das existentes no espaço", segundo a empresa.

As redes de sensores, nomeadamente térmicos e de luminosidade, permitirão, no futuro, recolher o maior número de dados possíveis da superfície de um planeta como Marte, ou mesmo da Lua, processá-los e transmiti-los para um satélite na sua órbita, que os enviará para Terra.

Na prática, a tecnologia usada propõe-se ajudar a preparar missões tripuladas a outros planetas que venham a ser calendarizadas, fornecendo o máximo de informação sobre esses planetas, de acordo com Ricardo Mendes.

O projeto, designado como SWIPE (Space Wireless sensor networks for Planetary Exploration, redes "sem fios" de sensores para exploração planetária), custou dois milhões de euros, mais de metade suportados por fundos comunitários.

O administrador da Tekever crê que, com um "custo muito mais baixo" ao de um robô como o Curiosity, que explora a superfície de Marte, o SWIPE possa ampliar o estudo do ambiente à superfície de um planeta.

Ao contrário do robô da NASA, um "equipamento com muitos sensores a bordo" que vai explorando Marte à medida que percorre a sua superfície, o SWIPE pressupõe redes de comunicação de pequenos sensores espalhados por vários pontos da superfície do planeta, explicou Ricardo Mendes.

Do consórcio europeu fazem ainda parte as universidades de Roma "La Sapienza", em Itália, e de Leicester, no Reino Unido, assim como empresas de engenharia, telecomunicações, segurança e defesa aeroespacial de França e Espanha.

O SWIPE vai ser apresentado no 66.º Congresso Astronáutico Internacional, que se realiza de 12 a 16 de outubro, em Israel.

A Tekever já produziu, para a agência espacial europeia ESA, tecnologia que permite a comunicação entre satélites.

Lusa

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