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Emigrantes portugueses elegem hoje novo Conselho das Comunidades Portuguesas

Os portugueses residentes no estrangeiro votam hoje em todo o mundo para eleger os 80 membros do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), após uma campanha marcada por críticas à data escolhida.

© Rafael Marchante / Reuters

Os novos conselheiros serão escolhidos pelos emigrantes e lusodescendentes através de voto presencial nos consulados.

As listas candidatas de países como França, Suíça, Bélgica, Alemanha, Reino Unido e Irlanda lamentaram que uma eleição para um órgão representativo das comunidades não tenha tido em consideração a realidade dessas comunidades -- isto é, o facto de a campanha e o escrutínio serem em meses de férias de verão, em que os emigrantes se ausentam dos países em que residem.

Argumentam igualmente que a data escolhida e o processo burocrático limitaram a inscrição de outras listas.

Em França são sete as listas candidatas: três em Paris, duas no círculo eleitoral de Bordéus e Toulouse, uma em Lyon-Marselha e uma em Estrasburgo.

Na Suíça, há, pela primeira vez em 20 anos, uma única lista candidata às eleições para o CCP, "Unidade em Defesa dos Emigrantes".

Também as duas listas candidatas na Bélgica, "Lista da Comunidade" e "Em equipa, em rede, com eficácia", não pouparam críticas ao processo e ao calendário eleitoral.

O círculo do Reino Unido/Irlanda só terá uma lista candidata às eleições para o CCP, "Plataforma Independente"; outras listas procederam à recolha de assinaturas para apresentar a candidatura, mas não conseguiram concluir o processo no prazo estabelecido, 17 de agosto.

O Brasil, que elege no total seis conselheiros, registou apenas a inscrição de duas listas, cada uma com três candidatos, insistindo todos eles na necessidade de um maior recenseamento para fortalecer o conselho, que é um órgão consultivo.

Na Venezuela, onde residem mais de 400 mil portugueses, há apenas três listas candidatas, para eleger seis conselheiros.

Nos Estados Unidos, onde os emigrantes portugueses elegem sete conselheiros, a maioria dos candidatos não tem concorrentes e apenas em uma das cinco regiões que apresentam candidaturas há duas listas.

Na Alemanha, as cinco listas que conseguiram candidatar-se dentro do prazo fixado, fizeram a campanha sobretudo nas redes sociais, devido não só às férias dos emigrantes lusos, mas também às dos próprios candidatos.

Alfredo Stoffel, membro do CCP cessante e cabeça-de-lista pela lista "Voz da Comunidade", da zona norte da Alemanha, às eleições daquele órgão, acusa a embaixada de "falta de transparência" no processo de recolha de assinaturas e admite impugnar as eleições.

O candidato diz que pediu a revisão do processo eleitoral, porque durante a recolha de assinaturas para a formação das listas, "o nome de uma pessoa que não queria fazer parte da lista constava no cabeçalho de apresentação", o que o fez crer que "existem listas aprovadas com menos assinaturas recolhidas do que as necessárias".

Alfredo Stoffel garantiu já ter pedido esclarecimentos à Comissão Nacional de Eleições, ao Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e à Embaixada de Portugal na Alemanha mas lamentou ter recebido "respostas insatisfatórias ou incompletas".

Às críticas e pedidos de adiamento do escrutínio, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, respondeu que a data se manteria, justificando que as eleições para o CCP têm de decorrer até ao fim do mandato do atual Governo e que hoje, 06 de setembro, é o último domingo possível para a sua realização sem cair no período eleitoral para as legislativas de 04 de outubro.

"Nós negociámos longamente com o atual CCP alterações à lei, foi a pedido do atual CCP que prolongámos o processo legislativo e foi a pedido de vários dos seus membros que passámos [as eleições] de antes do verão para depois do verão", argumentou.

O CCP é um órgão consultivo do Governo da República relativamente a assuntos que digam respeito às comunidades portuguesas no estrangeiro.

Lusa

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