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Coletivo de juízes vai pedir levantamento do segredo de Estado no caso Secretas

O colectivo de juízes vai pedir o levantamento do segredo de Estado imposto a alguns documentos, no âmbito do julgamento do caso Secretas que hoje começou.

MIGUEL A. LOPES

Entre os documentos que os juízes querem analisar está o manual de procedimento dos serviços secretos.

No banco dos réus estão Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do serviço de informações estratégicas de defesa, Nuno Vasconcelos, presidente da ONGOING, e mais três arguidos.

Nesta sessão, os arguidos manifestaram a vontade de não prestarem, para já, declarações em julgamento, alegando que o segredo de Estado lhes limita o direito à defesa.

O caso teve origem em suspeitas de acesso ilegal à faturação detalhada de um jornalista do Público, que tinha escrito vários artigos sobre a situação interna do SIED.

O processo investigou também a alegada passagem de informações classificadas ao presidente da Ongoing, a troco de um contrato na empresa depois de Silva Carvalho sair das secretas.

O julgamento prossegue na próxima quinta-feira.

  • Jorge Silva Carvalho evoca segredo de Estado no julgamento do caso Secretas
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    País

    Os arguidos do caso das Secretas manifestaram hoje em tribunal a vontade de não prestarem declarações em julgamento por enquanto por causa do segredo de Estado. O julgamento começou esta manhã, após vários adiamentos. No banco dos réus estão Jorge Silva Carvalho, Nuno Vasconcelos e mais três arguidos. À saída, o advogado de Jorge Silva Carvalho, ex-diretor dos Serviços Secretos, disse que o arguido falará tendo em conta os limites do segredo de Estado.

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite