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Transtejo decide manter transporte de bicicletas em todas as ligações fluviais

O grupo Transtejo, responsável pelas ligações fluviais entre a margem sul e Lisboa, anunciou hoje que o transporte de bicicletas se vai manter nas carreiras, referindo que ficou "sensibilizado" com os transtornos que podia causar.

MÁRIO CRUZ/LUSA

"Com o acordo da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e pelo facto de a empresa estar sensibilizada para o transtorno causado às dezenas de passageiros que, diariamente, transportam consigo, na frota Transtejo, as suas bicicletas, o Conselho de Administração da Transportes de Lisboa decidiu manter temporariamente, até solução formal a definir com a DGRM, o transporte de bicicletas nas condições atuais", refere em comunicado.

Na quarta-feira, o grupo Transtejo anunciou que, a partir do dia 28 de setembro, o transporte de bicicletas ficaria indisponível em algumas ligações.

O grupo referiu que devido a "inconformidades legais e de segurança detetadas na frota" que serve as ligações fluviais do Montijo, Seixal e Cacilhas não seria possível manter o transporte de bicicletas nas atuais condições.

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) anunciou, de seguida, que iria realizar uma manifestação na sexta-feira no Terreiro do Paço, em Lisboa, contra a "proibição de transporte de bicicletas nas ligações fluviais".

Também a Câmara de Almada, em comunicado, se mostrou contra a decisão, referindo que a decisão colocava em causa "muitos anos de esforço conjunto do município e operadores de transportes públicos".

"Este trabalho permitiu, numa primeira fase, a criação de um passe intermodal passageiro/bicicleta, que se traduziu numa redução sensível dos custos de transporte de bicicleta entre Almada e Lisboa e, numa segunda fase, no transporte gratuito de bicicletas entre as duas margens", refere no documento.

Com o recuo na decisão que tinha sido anunciada, o grupo Transtejo apela aos utilizadores de bicicletas que usem o transporte fluvial, o cuidado de manterem estes veículos sob vigilância permanente.

"Devem estar parqueadas em local que não condicione os acessos internos dos navios, para que as questões de segurança dos passageiros sejam acauteladas", acrescenta.

Lusa

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