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Três centenas em vigília na Figueira da Foz

Três centenas de pessoas participavam às 19:15 desta quarta-feira numa vigília na Figueira da Foz, para "alertar consciências para o fim das mortes no mar" e que foi marcada pelo Facebook após o naufrágio de terça-feira nesta zona.

Na vigília participam familiares das vítimas, além de pescadores, muitos anónimos e praticantes de desportos de mar.

Na vigília participam familiares das vítimas, além de pescadores, muitos anónimos e praticantes de desportos de mar.

PAULO NOVAIS / Lusa

O promotor da iniciativa, João Traveira, um praticante de bodyboard", disse querer assinalar com esta vigília -- marcada hoje de manhã - que a "Figueira da Foz não quer mais mortes no mar e que é preciso criar consciência para evitar estas situações".

Uma pessoa morreu e quatro estão desaparecidas na sequência de um naufrágio no mar da Figueira da Foz. Dois pescadores do arrastão Olívia Ribau foram resgatados com vida na terça-feira.

Na vigília participam familiares das vítimas, além de pescadores, muitos anónimos e praticantes de desportos de mar.

"Amadureci a ideia e penso que não devia haver uma lei que impeça que um conjunto de pessoas possa substituir as entidades oficiais, quando estas não conseguem dar respostas", disse João Traveira à agência Lusa, em alusão ao processo de busca e salvamento.

Esta vigília "dá energia para que se crie uma força cívica de voluntários de surfistas e 'bodyboarders' que com meios disponíveis possam impedir que morra mais gente na barra da Figueira da Foz".

"Estar no molhe e ver pessoas a morrer a 50 ou 100 metros é um filme de terror", vincou.

O organizador não esperava tanta gente na iniciativa: "Pensava que a Figueira da Foz não se iria unir nesta vigília, mas apercebi-me de que as pessoas estão sensíveis ao sofrimento alheio".

Às 19:20, várias pessoas presentes na vigília avançaram em direção ao edifício da Capitania e começaram a bater à porta com bastante força.

Lusa

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