sicnot

Perfil

País

Ministério Público pede pena máxima para homem de Soure que matou mulher e filha

O Ministério Público pediu esta quinta-feira, em tribunal, a pena máxima, 25 anos de prisão, para o homem de Soure que matou a 20 de outubro de 2014 a mulher e a filha de 16 anos e que deixou a outra filha, de 13 anos, gravemente ferida.

Questionado do porquê de tentar matar as duas filhas, o arguido sublinhou que o objetivo era "acabar com o sofrimento" de ficarem sem mãe, tendo dito às próprias filhas que "não ia ficar ninguém". (Arquivo)

Questionado do porquê de tentar matar as duas filhas, o arguido sublinhou que o objetivo era "acabar com o sofrimento" de ficarem sem mãe, tendo dito às próprias filhas que "não ia ficar ninguém". (Arquivo)

SIC

Nas alegações finais, que decorreram hoje à tarde, no Tribunal de Soure, o Ministério Público pediu 25 anos de prisão para o homem que é acusado da prática de dois crimes de homicídio qualificado na forma consumada e de um crime de homicídio qualificado na forma tentada.

Já a defesa, pediu para que o arguido fosse condenado por homicídio na forma simples ou na forma privilegiada, punível com pena de prisão 01 a 05 anos, que se aplica para quem mata outra pessoa dominado por emoção violenta ou desespero.

O homem, de 50 anos, antigo chefe de projetos de farmácias, matou com recurso a vários golpes de faca a mulher e a filha de 16 anos, na noite de 19 para 20 outubro de 2014, e deixou a outra filha, de 13 anos, gravemente ferida.

Durante a primeira sessão, na quarta-feira, o homem confessou o crime e referiu, perante uma sala de audiências cheia, que a ideia seria de morrerem os quatro naquela noite.

A grande discordância em relação ao despacho de acusação está relacionada com o início do crime.

Depois de a mulher ter recusado ter relações sexuais com o seu marido e de ele a tentar agarrar e beijar, esta terá ido buscar uma faca à cozinha, mas o Ministério Público diz o contrário, afirmando que foi o arguido a ir buscar a faca à cozinha e que terá desferido o primeiro golpe na sala.

Durante o depoimento do acusado, este afirmou que a mulher lhe disse que "não valia nada", que tinha "nojo" dele e de que "havia melhores homens".

A mulher terá agarrado numa faca e ameaçou matá-lo, caso lhe voltasse a tocar. Nesse momento, o arguido achou que a relação entre os dois tinha acabado. "Tirei-lhe a faca da mão e esfaqueei-a", contou o arguido, que falou em tribunal num discurso inexpressivo, de frases curtas e repleto de pausas.

Também as filhas acabaram por ser esfaqueadas. Apesar dos gritos de socorro das filhas e de uma ter dito que era "demasiado nova para morrer", o arguido continuou a desferir golpes nas três.

Questionado do porquê de tentar matar as duas filhas, o arguido sublinhou que o objetivo era "acabar com o sofrimento" de ficarem sem mãe, tendo dito às próprias filhas que "não ia ficar ninguém".

Posteriormente, o homem foi para o seu quarto, depois de ter "desferido umas quatro ou cinco facadas" em si próprio. Deitou-se na cama e adormeceu, tendo acordado aquando da chegada da GNR.

Durante a sessão, o homem, que estava desempregado desde 2011, falou também da relação entre ele e a mulher, que se tinha deteriorado nos últimos anos antes do crime, e de que teria alguma suspeita de que esta o poderia estar a trair.

Apesar dos problemas conjugais e de o casal dormir separado, referiu que não havia discussões entre os dois.

Questionado pela defesa, o arguido afirmou estar arrependido. "Sinto uma tristeza", notou.

"Sou um monstro", respondeu, após uma longa pausa, à pergunta do juiz que preside o coletivo sobre que imagem tinha de si próprio.

O julgamento conta com um júri composto por cinco mulheres e três homens.

O arguido está preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Leiria.

Lusa

  • "Às vezes o senhor primeiro-ministro irrita-me um bocadinho"
    2:05

    País

    O Presidente da República disse esta quinta-feira de manhã que António Costa é "irritantemente otimista" por teimar em "ver violeta-rosa onde há roxo". Marcelo Rebelo de Sousa recordou ainda Mário Soares numa aula no Colégio Moderno, em Lisboa.

  • Montenegro nunca será candidato contra Passos
    0:50
  • Cientistas testam útero artificial em cordeiros prematuros

    Mundo

    Um grupo de cientistas desenvolveu um útero artificial - o Biobag - que se assemelha a uma bolsa de plástico e que ajuda no desenvolvimento de cordeiros prematuros. O método foi testado nestes animais mas os cientistas do Hospital Pediátrico de Filadélfia, nos Estados Unidos, garantem que poderá vir a ser utilizado também em bebés que nascem prematuros.

  • Exame ao sangue descobre cancro um ano antes do reaparecimento

    Mundo

    Uma equipa de investigadores britânicos descobriu uma maneira de identificar o regresso do cancro, com um ano de antecedência. Através de um exame ao sangue, a equipa conseguiu identificar os primeiros sinais da doença, uma série de células invisíveis ao raio-X e à TAC. A descoberta pode vir a permitir tratar o cancro mais cedo e, como resultado, poderá aumentar as chances de o curar.

  • Casados há 69 anos, morrem de mãos dadas com 40 minutos de diferença

    Mundo

    Isaac Vatkin, de 91 anos, morreu cerca de 40 minutos depois de Teresa, de 89 anos, no passado sábado no Highland Park Hospital, no estado norte-americano Ilinóis. "Não queríamos que fossem embora, mas não podíamos pedir que partíssem de melhor maneira", afirmou o neto William Vatkin. O casal morreu no hospital poucos dias depois de celebrarem 69 anos de casados.

  • Trump cria linha de apoio a vítimas de "extraterrestres criminosos"

    Mundo

    Quando o Governo norte-americano usa o termo "extraterrestre criminoso", refere-se a alguém que não é cidadão dos Estados Unidos da América e que foi condenado por um crime. Quando a mesma expressão é usada pelos utilizadores do Twitter, o significado é completamente diferente. Os internautas pensam na série Ficheiros Secretos e em discos voadores. Por isso, o lançamento de uma linha telefónica, por parte da Casa Branca, para as vítimas de "extraterrestres criminosos" só podia dar em confusão.