sicnot

Perfil

País

Familiares homenageiam pescadores mortos na Figueira da Foz

Cerca de duas centenas de familiares e amigos dos tripulantes do arrastão Olívia Ribau homenagearam esta terça-feira, junto ao rio Mondego, na Figueira da Foz, os cinco pescadores mortos no naufrágio de há uma semana.

Concentrados em grande maioria no molhe do porto comercial, de frente para o local do naufrágio, os familiares lançaram flores ao rio Mondego.

Concentrados em grande maioria no molhe do porto comercial, de frente para o local do naufrágio, os familiares lançaram flores ao rio Mondego.

PAULO NOVAIS / Lusa

Concentrados em grande maioria no molhe do porto comercial, de frente para o local do naufrágio, mas também no molhe interior sul do rio, os familiares lançaram flores ao rio Mondego, mas algumas pessoas voltaram a criticar a ação das autoridades no socorro aos náufragos, momento serenado pela entrada na barra de um arrastão, aplaudido pelos presentes.

"Lembrei-me disto para não deixar esquecer esta tragédia. É uma homenagem aos homens do mar que perderam a vida a 100 metros de casa", disse aos jornalistas Eduardo Domingues, impulsionador da vigília, aludindo ao naufrágio que ocorreu junto ao molhe sul quando o Olívia Ribau entrava na barra, na passada terça-feira.

Eduardo Domingues afirmou que os "erros [no socorro às vítimas, alegação repetida pelos críticos mas recusada pela Autoridade Marítima] têm de ser reparados para o futuro, o mais rápido possível".

Manifestou-se ainda "aflito" por não estar à espera de "tanta gente" na homenagem e garantiu que para o ano, a 06 de outubro, data do naufrágio, os familiares e amigos, vão regressar ao local.

Quando o arrastão Scorpius, de Aveiro, passou no rio junto à vigília, apitou e os participantes acenaram, choraram e aplaudiram.

No final da vigília, cerca de três dezenas de familiares das vítimas rumaram para junto do edificio da Capitania, em novo protesto contra a operação de resgate.

No arrastão Olívia Ribau naufragado na terça-feira passada à entrada do porto da Figueira da Foz, seguiam sete pescadores. Dois foram resgatados com vida, uma hora depois do acidente, por uma moto de água da Polícia Marítima e cinco morreram.

Lusa

  • "Quem faz isto sabe estudar os dias e o vento para arder o máximo possível"
    4:15
  • O balanço trágico dos incêndios do fim de semana
    0:51

    País

    Mais de 500 mil hectares de área ardida, 42 vítimas mortais, 71 de feridos, dezenas de casas e empresas destruídas. É este o balanço de mais um fim de semana trágico para Portugal a nível de incêndios florestais.

  • 2017: o ano em que mais território português ardeu
    1:41

    País

    Desde janeiro, houve mais área ardida do que em qualquer outro ano na história registada de incêndios florestais. Segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, mais de 519 mil hectares foram consumidos pelas chamas até 17 de outubro, o que representa quase 6% de toda a área de Portugal. 

  • "Viverei com o peso na consciência até ao último dia"
    3:00
  • O que resta de Tondela depois dos incêndios
    1:07

    País

    O concelho de Tondela é agora um mar de cinzas, imagens recolhidas pela SIC com um drone mostram bem a dimensão do que foi destruído pelos incêndios. Perto 100 habitações principais ou secundárias, barracões, oficinas e stands arderam. 

  • Moradores reuniram esforços para salvar idosos das chamas em Pardieiros
    2:50

    País

    O incêndio de domingo em Nelas fez uma vítima mortal: um homem de 50 anos, de Caldas da Felgueira, que regressava de uma aldeia vizinha, onde tinha ido ajudar a combater as chamas. Em Pardieiros, no concelho de Carregal do Sal, várias casas arderam e uma jovem sofreu queimaduras ao fugir do incêndio. Durante o incêndio, pessoas reuniram esforços para salvar a povoação.

  • A fotografia que está a correr (e a impressionar) o Mundo

    Mundo

    A fotografia de uma cadela a carregar, na boca, o cadáver calcinado da cria está a comover o mundo. Entre as muitas fotografias que mostram o cenário causado pelos incêndios que devastaram a Galiza nos últimos dias, esta está a causar especial impacto. O registo é do fotógrafo Salvador Sas, da agência EFE. A imagem pode impressionar os mais sensíveis.

  • As lágrimas do primeiro-ministro do Canadá

    Mundo

    O primeiro-ministro da Canadá, Justin Trudeau, emocionou-se esta quarta-feira ao falar de um artista que morreu depois de perder uma luta contra o cancro. Gord Downie, vocalista da banda de rock canadiana "The Tragically Hip", faleceu esta terça-feira, aos 53 anos, vítima de um tumor cerebral.