sicnot

Perfil

País

Rui Moreira critica demora na formação do Governo e lembra que pode ser "minoritário"

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, salientou hoje que o país já teve "governos minoritários", tal como está previsto na Constituição, e lamentou a demora para se encontrar uma solução governativa.

"Já tivemos, nesta República, governos minoritários e foram completamente capazes de gerir o país, com menores ou maiores dificuldades. Nós temos uma Constituição que prevê essa circunstância", disse o autarca independente, que falava numa conferência em Lisboa.

Segundo Rui Moreira, "o facto de não haver maioria absoluta não impede soluções de governabilidade".

O autarca manifestou a sua preocupação principalmente com a "agenda externa do país" e afirmou que não acredita que qualquer solução governativa do PS passe, por exemplo, pela saída da NATO.

"Na Grécia houve eleições e, no dia seguinte, tomou posse o primeiro-ministro", apontou Rui Moreira, criticando o escrutínio do atual sistema político, "que parece do século XIX, parece que os votos vêm de carros de cavalos para Lisboa para serem contados".

A demora na formação do Governo "tem um impacto terrível" na debilidade externa do país, nomeadamente em relação aos mercados e ao setor das exportações, frisou o autarca.

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques (PSD), por seu lado, referiu que, na relação entre eleitor e eleitos nos municípios, não existe o risco de o candidato derrotado ser presidente da câmara.

"Nas autarquias, quem ganha as eleições tem de formar governo, nem que seja minoritário", afirmou o autarca social-democrata.

Em sua opinião, o país está numa "situação tão complexa e tão difícil que não é momento de brincar com coisas sérias e a coligação que ganhou as eleições deve formar governo".

"Estamos no fio da navalha, estamos a um passinho de podermos andar para trás", alertou Almeida Henriques, que defendeu um entendimento entre os principais partidos sobre as questões fundamentais para o futuro do país.

Os dois autarcas participaram na conferência "A política, os políticos e a gestão dos dinheiros públicos", que hoje decorre, em Lisboa, promovida pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e pela rádio TSF, na Universidade Católica de Lisboa, com a apresentação do anuário financeiro dos municípios.

O presidente da Câmara de Viseu preconizou o aprofundamento de uma verdadeira "descentralização", para que os municípios possam cumprir melhor o seu serviço às populações.

Rui Moreira reivindicou que os autarcas deixem de ser olhados com desconfiança e criticou que o Governo tenha avançado com a privatização dos transportes sem ouvir a autarquia do Porto, ou com a fusão do setor da água contra os municípios.

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2014, coordenado por João Carvalho, presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, traça "a radiografia da saúde financeira" dos 308 municípios portugueses e das empresas municipais, com o apoio da OCC e a colaboração do Tribunal de Contas.

  • Madonna diz que América nunca desceu tão baixo
    2:12

    Mundo

    No mundo artístico, foram várias as vozes que se levantaram contra Trump, entre elas Madonna. A cantora disse esta quinta-feira em Nova Iorque, a propósito do dia da tomada de posse, que nunca a América desceu tão baixo. Já o ator Matthew McConaughey - que está em Londres - garantiu que não ia perder a cerimónia pela televisão.

  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.

  • Videoclipe mostra mulheres a fazer tudo o que é proibido na Arábia Saudita
    1:55

    Mundo

    Um grupo de mulheres canta, dança e faz outras coisas proibidas na Arábia Saudita como forma de protesto. O vídeo é uma crítica social à forma como as mulheres islâmicas são tratadas pelos maridos. Na letra constam frases como "Faz com que os homens desapareçam da terra" e "Eles provocam-nos doenças psicológicas". A ideia partiu de um homem, Majed al-Esa e já conta com 5 milhões de visualizações.

    Patrícia Almeida