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Dois polícias e um inspetor de automóveis detidos por corrupção e abuso de poder

Dois polícias e um inspetor de um centro de inspeção automóvel foram detidos por suspeitas de corrupção, abuso de poder e falsificação, anunciou esta terça-feira o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da Polícia de Segurança Pública (PSP).

(Arquivo)

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Em comunicado, o Cometlis explica que as detenções ocorreram hoje de manhã, na sequência de uma investigação que já durava há cerca de um ano, a qual culminou com o cumprimento de sete mandados de busca domiciliária, três mandados de busca em centros de inspeção automóvel/oficina e três mandados de detenção.

Fonte policial disse à agência Lusa que os polícias são suspeitos de funcionarem como "intermediários na angariação" de clientes e no contacto com o terceiro detido, que trabalhava num centro de inspeção automóvel, em Lisboa, a troco de dinheiro.

O inspetor, por seu lado, "facilitava nas inspeções", também a troco de quantias monetárias "pagas por fora" pelos condutores das viaturas inspecionadas.

"A operação policial [denominada "Operação Rodas"] culminou com a detenção de três suspeitos, dois deles agentes da PSP e um inspetor de centro de inspeção automóvel", refere a nota.

Um dos polícias detidos está colocado na Direção Nacional da PSP, encontrando-se de baixa médica "há já algum tempo", enquanto o outro agente prestava serviço numa divisão policial do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis).

Segundo a policial, além dos três detidos, foram, no decorrer do dia de hoje, constituídos mais "dois arguidos", acrescentando haver a possibilidade de virem a ser constituídos "dezenas de outros arguidos" no decurso da investigação.

Um dos dois centros de inspeção automóvel alvo de buscas localiza-se em Lisboa, enquanto o outro centro de inspeções e uma oficina situam-se nos arredores da capital portuguesa.

Os detidos serão presentes na quarta-feira ao Tribunal da comarca de Lisboa, no Campus da justiça, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de eventuais medidas de coação.

A investigação esteve a cargo da Divisão de Investigação Criminal, do Cometlis.

Lusa

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