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Arrastão submerso na Figueira da Foz poderá ter 25 mil litros de gasóleo

O arrastão naufragado na Figueira da Foz no dia 6 e que se encontra submerso no rio Mondego poderá ter cerca de 25 mil litros de gasóleo nos depósitos, disseram fontes portuária e da autoridade marítima.

PAULO NOVAIS / Lusa

Fonte portuária disse à agência Lusa que, quando naufragou, o Olívia Ribau teria cerca de três mil litros de óleos hidráulicos e 25 mil litros de gasóleo, em depósitos com capacidade máxima de 40 toneladas de combustível, cerca de 40 mil litros.

Já o novo comandante do Porto da Figueira da Foz, Silva Rocha, que hoje assumiu funções, frisou que o navio "terá, no máximo, essa quantidade [25 mil litros de gasóleo]" e que o mestre da embarcação, uma das vítimas mortais do acidente, tinha pedido para o navio ser reabastecido no dia em que veio a naufragar.

No entanto, o comandante do Porto frisou que os mergulhadores da empresa contratada pelo armador para remover o navio selaram os respiradores de bombordo [lado esquerdo] da embarcação, operação que ajuda a conter o combustível nos depósitos e que o arrastão "não tem danos estruturais" o que, à partida, garante que não haverá derrame de gasóleo.

No entanto, Silva Rocha disse que se nas operações de remoção do arrastão para junto do molhe sul do rio, na bacia do Mondego perto da praia do Cabedelinho, que deverão iniciar-se na segunda-feira, for avaliado que existe perigo de derrame, "o combustível terá de ser retirado primeiro".

Caso contrário, o arrastão será removido com o combustível nos depósitos, "tal como está", adiantou.

A empresa contratada pelo armador apresentou, na quinta-feira, o plano de remoção e segurança ambiental, que será agora avaliado tecnicamente e alvo de decisão da Autoridade Marítima durante o fim de semana, para que os trabalhos se possam iniciar na segunda-feira, esclareceu.

Também o administrador do Porto da Figueira da Foz, Luís Leal, garantiu que a empresa AmoraSub "fez a selagem dos respiradores para não haver fugas" e que o plano de remoção "inclui uma componente ambiental" e que será alvo de parecer da administração portuária.

Silva Rocha confirmou ainda que o arrastão Olívia Ribau "está assente no fundo" do rio, invertido, com a ponte de comando na areia e que a operação de reflutuação e remoção deverá ser feita em duas fases: a primeira colocando a ponte em posição lateral à linha de água, rodando a embarcação cerca de 90 graus e depois outros 90 graus para a posição original antes de ser rebocada.

O novo comandante do Porto da Figueira da Foz assumiu hoje funções, após o pedido de exoneração - aceite pela Marinha - do anterior comandante, Paulo Inácio.

No arrastão Olívia Ribau naufragado à entrada do porto da Figueira da Foz, seguiam sete pescadores. Dois foram resgatados com vida, uma hora depois do acidente, por uma moto de água da Polícia Marítima e cinco morreram.

Lusa

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