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Passos desafia Costa a enviar contraproposta e a dizer se quer entrar no executivo

O presidente dos sociais-democratas desafiou hoje o secretário-geral do PS a enviar uma "contraproposta objetiva" para mostrar empenho nas negociações e a dizer com clareza se pretende entrar numa coligação de Governo com PSD e CDS-PP.

© Rafael Marchante / Reuters

© Rafael Marchante / Reuters

Numa carta dirigida ao secretário-geral do PS, António Costa, hoje divulgada pelo PSD, Pedro Passos Coelho considera que o documento que aquele lhe enviou na sexta-feira "frustra as expectativas de todos aqueles que contavam com a prossecução das conversas" entre sociais-democratas, centristas e socialistas.

"Se o PS está verdadeiramente empenhado em chegar a um acordo de princípio que propicie estabilidade e governabilidade, então deverá apresentar uma contraproposta objetiva, que inclua base programática e medidas concretas, bem como uma proposta de metodologia alternativa à que a coligação apresentou. Se o PS prefere discutir estas matérias enquanto futuro membro de uma coligação de Governo mais alargada, que inclua, além do PSD e do CDS, o próprio PS, então que o diga também com clareza já que nunca excluímos essa possibilidade, como é sabido", escreve Passos Coelho.

O presidente do PSD sustenta, ao longo desta carta, que o PS não quer chegar a um acordo com os partidos da coligação Portugal à Frente, que foi a força mais votada nas legislativas, mas não conseguiu somar uma maioria absoluta de deputados.

No final da missiva, Passos Coelho afirma que, "sob o falso pretexto de negociações que não deseja", a ação do PS ameaça "arrastar o país e os portugueses para a instabilidade e a ingovernabilidade num retrocesso que pode pôr em causa o árduo trabalho dos últimos quatro anos".

No início desta missiva, Passos Coelho declara: "A carta que anteontem me foi dirigida pelo secretário-geral do PS frustra as expectativas de todos aqueles que contavam com a prossecução das conversas entre o PS, o PSD e o CDS com vista a um entendimento que pudesse garantir a estabilidade e a governabilidade".

"De facto, a carta não faz mais do que repetir a linha que o PS tem usado para evitar esse entendimento com a coligação Portugal à Frente", acrescenta.

Segundo o primeiro-ministro em exercício, a carta que recebeu de António Costa não tem "um sentido construtivo discernível", faz um "ostensivo reparo e crítica" às propostas do PSD e do CDS-PP, e enumera "exclusiva e exaustivamente" medidas do programa do PS, não hierarquizadas, como se os socialistas tivessem vencido as eleições, não se traduzindo numa "contraproposta".

Passos refere que PSD e CDS-PP redigiram um documento com 23 propostas retiradas do programa eleitoral do PS, disponíveis para as substituir por outras, mas não aceita "subverter" os compromissos europeus e as metas orçamentais, nem o programa da coligação Portugal à Frente "sufragado maioritariamente pelos portugueses".

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