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Ferro Rodrigues quer "consenso alargado" para chegar a presidente da Assembleia

O antigo líder socialista Ferro Rodrigues, proposto para candidato a presidente da Assembleia da República (AR), disse hoje esperar um "consenso alargado" em torno do seu nome para ser eleito e "prestigiar a democracia".

ARMANDO FRANCA

"Existe uma proposta que vai ser subscrita por deputados do PS e que conto que tenha um apoio alargado na AR. Mas só podemos saber o resultado no final", vincou o socialista, quando questionado sobre se o seu nome poderá merecer o apoio de outros partidos à esquerda.

Ferro Rodrigues falava no parlamento no final da reunião do grupo parlamentar do PS, encontro onde o secretário-geral do partido, António Costa propôs Ferro Rodrigues como candidato a presidente da AR.

"Espero poder contribuir para o prestígio do parlamento, para o prestígio da democracia, num quadro de tendência de valorização do trabalho de todos os deputados, independentemente dos partidos que representam", sublinhou Ferro Rodrigues, que foi líder parlamentar na reta final da anterior legislatura.

A reunião do grupo parlamentar socialista arrancou pouco depois das 17:30 e terminou pelas 20:10, num momento em que o Presidente da República falava ao país, e antecede a Comissão Política do PS marcada para hoje às 21:30.

Na terça-feira, em declarações aos jornalistas, o antigo secretário-geral do PS Eduardo Ferro Rodrigues manifestou-se logo disponível para ser candidato à presidência da Assembleia da República.

"Já disse que sim há muito tempo", afirmou Ferro Rodrigues quando questionado sobre a sua disponibilidade em se candidatar ao cargo, sublinhando, no entanto, que caberia ao secretário-geral socialista, António Costa, essa decisão.

As candidaturas para Presidente da Assembleia da República devem ser subscritas por um mínimo de um décimo e um máximo de um quinto do número de deputados, que no total são 230, estabelece o Regimento do parlamento.

As candidaturas são apresentadas ao presidente do parlamento em exercício até duas horas antes do momento da eleição, que tem lugar na primeira reunião plenária da legislatura.

"É eleito presidente da Assembleia o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos dos deputados em efetividade de funções. Se nenhum dos candidatos obtiver esse número de votos, procede-se imediatamente a segundo sufrágio, ao qual concorrem apenas os dois candidatos mais votados que não tenham retirado a candidatura", refere ainda o Regimento da Assembleia da República.

Se nenhum candidato for eleito, o Regimento da Assembleia da República acrescenta que é reaberto o processo eleitoral.

Lusa

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