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Nenhum desalojado do incêndio na Ribeira do Porto aceitou alojamento

Nenhum dos moradores da Ribeira do Porto que ficaram desalojados na terça-feira após um incêndio num prédio de quatro andares aceitou ser realojado nos Centros de Alojamento Social do Porto, disse hoje fonte do Instituto da Segurança Social.

Lusa

Lusa

RICARDO CASTELO

Um incêndio deflagrou na terça-feira, pelas 11:53, num edifício de quatro andares da Rua Cimo do Muro, na Ribeira do Porto, na zona histórica da cidade do Porto, tendo feito dez desalojados.

Em declarações à Lusa, via correio eletrónico, o gabinete das relações públicas do Instituto da Segurança Social informou que "nenhuma das pessoas aceitou ser realojada nos Centros de Alojamento Social existentes no Porto", tendo a maior parte dos desalojados sido acolhidos na casa de familiares.

O Instituto da Segurança Social anunciou ainda que está a acompanhar a situação e aguarda "a receção do relatório da Proteção Civil relativa aos condições de habitabilidade do prédio para que possa, ao abrigo do protocolo existente com a Câmara Municipal do Porto, solicitar o alojamento camarário das pessoas afetadas pelo incêndio".

Contactado pela Lusa, o presidente da União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, António Fonseca, afirmou que pelo menos uma inquilina desalojada "recusou dormir no hotel social da Santa Casa da Misericórdia", tendo preferido dormir na sua viatura.

O presidente da União de Freguesias vai na próxima sexta-feira reunir-se com os cinco agregados familiares desalojados para conhecer de perto em que condições estão os moradores desalojados.

Em declarações à Lusa, o adjunto do presidente da Câmara do Porto, Nuno Santos, afirmou, por seu turno, que a Câmara do Porto, "por interesse público", vai substituir-se aos proprietários do prédio que ardeu esta semana na Ribeira do Porto, património mundial da UNESCO, arranjando as escadas que colapsaram para os moradores regressarem.

A Câmara do Porto vai arranjar "nos próximos dias ou semanas" a escada do prédio da Ribeira, que colapsou na sequência de um incêndio de terça-feira, declarou.

"As obras dentro das habitações é que vão ser da responsabilidade dos senhorios", acrescentou.

Com as escadas arranjadas, o acesso às habitações passa a ser possível e as pessoas podem regressar, explicou Nuno Santos, referindo que apesar do fumo do incêndio ter atingido todo o prédio, apenas o apartamento do primeiro andar é que foi "realmente afetado".

Fonte dos Sapadores de Bombeiros do Porto disse hoje à Lusa que as causas do incêndio no prédio da Ribeira continuam a ser investigadas pela Polícia Judiciária, mas adiantou que uma das hipóteses pode ter sido um curto-circuito no sistema elétrico.

Os bombeiros procederam ao longo de todo o dia de quarta-feira à limpeza da "carga térmica" que ainda estava no prédio, designadamente cobertores, móveis, tecidos, tendo enchido três camiões com material.

Uma das locatárias do prédio afirmou à Lusa, no dia do incêndio, que o fogo poderá ter tido origem na explosão do quadro elétrico do primeiro piso do imóvel.

O combate às chamas foi complicado por causa de os edifícios serem antigos e de difícil acesso e só pelas 14:33 é que entrou na fase de rescaldo.

Lusa

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