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Luaty Beirão está a "entrar num estado de não retorno"

A preocupação é dos médicos que acompanham o luso-angolano e foi partilhada numa página de Facebook ligada a Luaty Beirão.

Luaty Beirão não desiste. Persiste a greve de fome.

A página de Facebook que vai atualizando o seu estado de saúde pode ler-se que, ontem, Luaty "queixou-se à mulher de uma dormência e formigueiro persistente e duradoura nos braços, mãos e pernas". Os médicos mostram-se preocupados.

O estado de saúde do ativista luso-angolano Luaty Beirão, um dos 15 jovens ativistas detidos desde junho e em greve de fome há 32 dias é de alerta.

Em declarações à agência Lusa, Mónica Almeida, mulher de Luaty Beirão, disse que é estável o seu estado de saúde, mas é de alerta.

Segundo Mónica Almeida, "não é diferente" dos outros dias, hoje o estado de Luaty Beirão, mas segundo o seu médico "a qualquer momento pode acontecer alguma coisa".

"Algo que pode não ser reversível", referiu Mónica Almeida, confirmando que o também músico e engenheiro, de 33 anos, mantém a greve de fome.

O ativista recebeu hoje a visita do embaixador de Portugal em Angola, João da Câmara, e, segundo uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luaty Beirão estava "lúcido e a discorrer com clareza" durante a conversa.

"O embaixador de Portugal em Luanda pôde testemunhar que Luaty Beirão estava lúcido e a discorre com clareza, e tanto, quanto é possível aferir numa visita, a ser bem acompanhado em termos médicos", referia a nota.

Luaty Beirão integra a lista de um grupo de 15 jovens detidos desde o passado dia 20 de junho, acusados formalmente, desde setembro, de prepararem uma rebelião e um atentado contra o Presidente, mas sem que haja uma decisão do tribunal de Luanda sobre a prorrogação da prisão preventiva em que se encontram.

Para denunciar a ilegalidade, Luaty Beirão iniciou a greve de fome, que decidiu continuar mesmo depois de marcado o julgamento para os dias entre 16 e 23 de novembro.

O ativista luso-angolano é um dos rostos mais visíveis da contestação ao regime angolano e já chegou a ser preso pela polícia em manifestações de protesto.

É filho de João Beirão, já falecido, que foi fundador e primeiro presidente da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), entre outras funções públicas, sendo descrito por várias fontes como tendo sido sempre muito próximo do Chefe de Estado.

Com Lusa

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