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Retrato de Luaty Beirão no "muro das Amoreiras" para dar força ao ativista luso-angolano

O 'graffiter português Slap pintou no "muro das Amoreiras", em Lisboa, um retrato do músico e ativista luso-angolano Luaty Beirão, para "dar força" à luta pela liberdade de expressão, que devia ser um combate "de todos".

Manuel de Almeida

Num fundo amarelo, o rosto de Luaty a preto com uma coroa de espinhos e uma frase de "Redemption Song", uma canção de Bob Marley: How long shall they kill our prophets while we stand aside and look? (Durante quanto tempo devem eles matar os nossos profetas enquanto ficamos à margem a olhar?).

"É um mural para dar força à luta dele, que é por liberdades e direitos. Uma luta que devia ser de todos nós", disse Slap em declarações à agência Lusa.

A decisão de pintar o mural surgiu quando Slap soube a data do início do julgamento, dia 16 de novembro, que viu "como uma sentença de morte antecipada".

O 'graffiter' acredita que "com alguém a sacrificar-se pelos outros", a mudança é "inevitável". "Só não sabemos quando e o quê irá acontecer", disse.

A peça demorou dois dias a estar pronta.

Luaty Beirão, de 33 anos, está detido desde 20 de junho e entrou em greve de fome há 33 dias.

Com ele foram detidos outros 14 ativistas, que estão também em prisão preventiva.

Em causa está uma operação policial desencadeada a 20 de junho de 2015, quando 15 ativistas angolanos foram detidos em Luanda, em flagrante delito, durante a sexta reunião semanal de um curso de formação de ativistas, para promover posteriormente a destituição do atual regime, diz a acusação.

Outros dois jovens foram detidos dias depois. Dos 17, apenas dois se encontram a aguardar julgamento em liberdade.

Foram todos acusados - entre outros crimes menores - da coautoria material de um crime de atos preparatórios para uma rebelião e para um atentado contra o Presidente de Angola, no âmbito desse curso de formação, que decorria desde maio.

Segundo a acusação, reuniam-se aos sábados para discutir as estratégias e ensinamentos da obra "Ferramentas para destruir o ditador e evitar uma nova ditadura, filosofia da libertação para Angola", do professor universitário Domingos da Cruz - um dos arguidos detidos -, adaptado do livro "From Dictatorship to Democracy", do norte-americano Gene Sharp.

Lusa

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