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Urgência Pediátrica de Aveiro atenta a casos de maus tratos a crianças

Cada vez são detetados casos de maus tratos a crianças nas urgências, mas muitos passam ainda despercebidos, pelo que a Urgência Pediátrica do Baixo Vouga reuniu os profissionais com especialistas, num seminário de formação.

(Arquivo)

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© Henry Romero / Reuters

"Há algumas situações de maus tratos que conseguimos reconhecer na urgência, mas o que nos preocupa são aquelas que nos passam despercebidas. É com o objetivo de as diminuir que promovemos este debate e reflexão, para que possamos minimizar o número de casos que nos passam ao lado", explicou à Lusa Emília Neves, enfermeira-chefe da Urgência Pediátrica de Medicina Intensiva no Hospital de Aveiro, que integra o Centro Hospitalar do Baixo Vouga.

Os sinais de alarme, o encaminhamento e a intervenção perante casos de maus tratos foram temas em debate com convidados externos, oriundos de diferentes entidades, nomeadamente do Gabinete Médico-Legal do Baixo Vouga, Polícia Judiciária, Polícia de Segurança Pública e Procuradoria da República.

Embora aberta aos cidadãos em geral, a ação de formação foi dirigida especialmente a profissionais da Saúde e da Educação, procurando não só sensibilizar para a problemática dos maus tratos em Pediatria, mas sobretudo transmitir conhecimentos sobre a deteção e intervenção precoce e os procedimentos em situações de risco.

"Temos de minimizar este problema que são os maus tratos em Pediatria e que têm um reflexo muito grande no crescimento dos jovens, quer ao nível do sofrimento físico, quer do sofrimento psíquico, e mesmo em comportamentos de risco", disse Emília Neves.

Para a enfermeira-chefe da Urgência pediátrica, "há que formar e informar todo um conjunto de profissionais, sejam eles cuidadores, educadores, agentes das forças de segurança ou da Justiça, para que possa haver uma intervenção integrada na infância".

"Esta ação surge num contexto de formação em serviço que a Urgência Pediátrica promove ao longo de cada ano, e este pareceu-nos um tema pertinente, porque cada vez mais as estatísticas revelam um número cada vez maior de casos de crianças e jovens sujeitos a maus tratos. Essa é também uma preocupação que é nossa enquanto profissionais de Saúde", explicou.

O encontro teve também por objetivo criar condições para que os diferentes grupos interdisciplinares possam partilhar e comunicar de forma eficaz.

Lusa

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