sicnot

Perfil

País

Crimes de burla informática e nas comunicações aumentam desde 2012, avança GNR

A GNR registou 680 crimes relacionados com burla informática e nas comunicações, em 2014, fenómeno que tem vindo a aumentar desde 2012, ao contrário do que tem acontecido com a falsificação ou contrafação de documentos.

Reuters/Arquivo

Reuters/Arquivo

© Kacper Pempel / Reuters

Os dados foram avançados à agência Lusa pela Guarda Nacional Republicana (GNR), a propósito da crescente preocupação das autoridades com o fenómeno do furto de identidade, que não tem tradução direta na lei portuguesa, mas assume relevância penal ao estar relacionado com alguns tipos de crimes, nomeadamente "burla informática e nas comunicações" e "falsificação ou contrafação de documentos".

A GNR esclarece que não se pode abordar isoladamente o conceito e o que representa o furto de identidade, mas sim o que podem os infratores fazer com os dados a que ilegalmente acedem, tratando-se, neste caso, de um processo de duas vias, em que, na primeira, alguém furta dados pessoais de uma outra pessoa ou entidade e, na segunda, se faz uso ilícito dos dados obtidos.

A GNR sublinha "uma residual tendência decrescente das ocorrências relacionadas com a falsificação ou contrafação de documentos, enquanto as relativas à burla informática e nas comunicações têm vindo a aumentar de forma praticamente estável desde 2012".

Em 2014, a GNR registou 680 ocorrências relativas à burla informática e nas comunicações, enquanto em 2013 foram 579 e, em 2012, 498.

Quanto ao crime de falsificação ou contrafação de documentos, a corporação recebeu 681 queixas, em 2014, menos oito do que em 2013 e menos 51 do que em 2012.

Segundo aquela força de segurança, as ocorrências dizem sobretudo respeito ao "acesso aos sítios disponíveis na internet onde se transacionam bens, em que as vítimas pagam o valor pedido e não chegam a receber o que adquiriram".

A GNR alerta também para a "dimensão escondida deste fenómeno", estimando que as "cifras negras têm um papel relevante, o que inviabiliza uma perceção mais fina da sua real dimensão".

O furto de elementos de identidade é uma atividade ilegal através da qual uma pessoa assume a identidade de uma outra sem o seu conhecimento com o objetivo de obter um proveito, como seja levantar ou depositar dinheiro em uma determinada conta bancária, aceder ao conteúdo de uma conta de correio eletrónico ou de um perfil de rede social e fazer uso da mesma como se tratasse do seu legítimo criador ou obter documentos oficiais, explica a GNR.

Aquela força de segurança adianta que o acesso aos dados de outra pessoa de forma ilegal pode ser feito através internet, que é o meio privilegiado de prática deste tipo de ilícito por alcançar um maior número de potenciais vítimas, sendo ainda possível através da utilização de telemóveis, caixotes de lixo e locais de deposição de resíduos de papel para encontrar, por exemplo, documentos onde constem dados pessoais que inadvertidamente as pessoas não têm o hábito de inutilizar previamente.

Devido "à crescente preocupação perante os impactos causados pelo fenómeno do furto de identidade, com recurso, sobretudo, às tecnologias de informação e comunicação", a GNR sublinha que tem vindo a desenvolver uma estratégia que se divide pelas áreas do conhecimento do fenómeno, prevenção, intervenção e investigação.

Lusa

  • "Não vou ceder, não vou render-me, não vou desistir da candidatura"
    2:02
  • Obama, Presidente francês?
    1:55

    Mundo

    A resposta é óbvia, mas não demoveu quatro franceses, descontentes com os candidatos às Presidenciais no seu país. A ideia começou como brincadeira, mas já recolheu 43 mil assinaturas. 

  • Trump apanhado a ensaiar no carro
    1:08
  • Mulheres democratas de branco para mostrar que não abdicam dos diretos conquistados

    Mundo

    Uma "mancha branca" sobressaiu esta terça-feira no Congresso norte-americano, durante o primeiro discurso de Donald Trump. A maioria das 66 mulheres representantes e delegadas do Partido Democrata vestiram-se de branco, num ato simbólico a fazer recordar o movimento sufragista feminino, que encorajava as apoiantes a vestirem-se de branco. Tal como então, a cor da pureza foi agora recuperada, desta feita para mostrar a Trump que as mulheres não abdicam dos direitos conquistados no início do século XX.

  • Treinador do "The Biggest Loser" teve ataque cardíaco

    Mundo

    Foi o próprio Bob Harper que partilhou a notícia no seu Instagram. O ex-treinador do famoso programa de televisão sofreu um ataque cardíaco enquanto treinava no ginásio. Esteve oito dias internado mas, felizmente, já está em casa a recuperar.

  • Prisões recebem manual para lidar com fugas
    2:07

    País

    O Governo vai fazer o maior investimento de sempre nos serviços prisionais. São 2.600 milhões de euros para reforçar a segurança nas prisões. Entretanto. já foi distribuído um manual de procedimentos em caso de fuga.