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Portugal foi o quarto país da UE que mais aumentou as emissões de gases poluentes

Portugal foi o quarto Estados-membro da União Europeia (UE) que mais aumentou as emissões de gases com efeito de estufa em 2012, face a 1990, enquanto na UE estas caíram 17,9%, divulgou hoje o Eurostat.

Martin Meissner

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, entre 1990 e 2012 as emissões caíam em quase todos os Estados-membros, bem como na média da UE, com Portugal em quarto lugar nas oito excepções, com uma subida de 14,9% nas emissões de gases com efeitos de estufa (GEE).

O país que mais aumentou as emissões de GEE, no período considerado, foi Malta (56,9%), seguindo-se Chipre (47,7%) e Espanha (22,5%).

Irlanda (7,0%), Grécia (5,7%), Áustria (4,0%) e Eslovénia (2,6%) são os restantes países que aumentaram as emissões de gases poluentes.

No outro extremo da tabela, à cabeça das descidas, estão a Letónia (-57,1% entre 1990 e 2012), a Estónia (-52,6%) e a Roménia (-52,0%), seguindo-se a Bulgária (-44,1%), a Hungria (-36,3%) e a República Checa (-32,7%).

Portugal emitia, em 1990, 62,34 milhões de toneladas de equivalente dióxido de carbono (CO2), quantidade que aumentou para as 90,08 milhões de toneladas em 2005 e passou, em 2012, para as 71,60 milhões de toneladas de equivalente a CO2.

No conjunto da UE emitiam-se, em 1990, 5702,02 milhões de toneladas de GEE, valor que baixou para 5321,17, em 2005, e 4682,94, em 2012.

A Alemanha foi o principal emissor de GEE, com 965 milhões de toneladas, seguindo-se o Reino Unido (615 milhões), a França (507 milhões), a Itália (471 milhões), a Polónia (401 milhões) e a Espanha (354 milhões).

Já no que respeita ao consumo de energia, Portugal é um dos Estados-membros que em 2013 tinha já ultrapassado os objetivos traçados para 2020, e registou a sétima maior redução (-14,5%) face a 2005.

Em 2013, em Portugal foram consumidas 21,3 toneladas de petróleo equivalente, abaixo do objetivo de 22,5 toneladas, marcado para 2020.

Os dados do Eurostat foram divulgados hoje no âmbito da preparação da cimeira sobre alterações climáticas, que será realizada em Paris, em dezembro.

Lusa

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