sicnot

Perfil

País

Refugiados podem chegar a Portugal dentro de uma ou duas semanas

O primeiros refugiados poderão chegar a portugal na "próxima semana ou dentro de duas semanas", disse hoje fonte da Comissão Europeia à agência Lusa.

Primeiros refugiados que chegam de autocarro à Eslovénia, à cidade de Lendava, a partir de Croácia.

Primeiros refugiados que chegam de autocarro à Eslovénia, à cidade de Lendava, a partir de Croácia.

© Antonio Bronic / Reuters

Sublinhando não haver ainda certezas sobre o calendário, a mesma fonte indicou "estarem a ser preparadas" as primeiras recolocações para Portugal, que, eventualmente, podem acontecer "na próxima semana ou dentro de duas semanas".

Entretanto, a presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR), Teresa Tito de Morais, considerou hoje inadmissível que as organizações nacionais estejam há dois meses à espera dos refugiados.

A decisão de Portugal acolher cerca de 4.500 pessoas, ao abrigo do Programa de Relocalização de Refugiados na União Europeia (UE), foi avançada em setembro passado e as organizações envolvidas neste processo criaram um plano de acolhimento, mas continuam ser saber a data da chegada do primeiro grupo.

Esta madrugada ocorreu a primeira recolocação de refugiados desde a Grécia, tendo um grupo de 30 refugiados sírios e iraquianos voado para Bruxelas e posteriormente sido transportado, de autocarro, para o Luxemburgo.

O primeiro voo de recolocação ocorreu a 09 de outubro quando 19 eritreus viajaram de Itália para Suécia.

Na semana passada, a Comissão Europeia previu que os próximos países a receber pessoas deverão ser França e Espanha.

Mais de 218 mil migrantes e refugiados atravessaram, em outubro, o Mediterrâneo para a Europa, o que representa um recorde mensal e quase o mesmo número de travessias registado em todo o ano passado, divulgou esta semana a ONU.

Numa entrevista ao jornal alemão Bild, O diretor executivo da Frontex, a agência de controlo de fronteiras europeia, afirmou que este ano registaram-se 800.000 "entradas ilegais" de migrantes na União Europeia.

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.