sicnot

Perfil

País

Quase 35% dos portugueses com mais de 15 anos consomem álcool diariamente

Mais de um terço (35%) dos portugueses maiores de 15 anos consumiam diariamente no ano passado bebidas alcoólicas, segundo o Inquérito Nacional de Estatística 2014 divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© David W Cerny / Reuters

De acordo com o inquérito realizado pelo INE, em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, 70% da população com 15 ou mais anos referiu ter consumido bebidas alcoólicas pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à entrevista.

"As proporções de consumo de álcool eram mais elevadas para as pessoas com 25 a 54 anos (superiores a 75%)", refere o inquérito, que tem como objetivo caracterizar a população residente com 15 ou mais anos em três "grandes domínios": estado de saúde, cuidados de saúde e determinantes de saúde relacionadas com estilos de vida.

Os dados observam que foram sobretudo os jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos, e os idosos que disseram nunca ter bebido álcool (28,4% e 25,3%, respetivamente) no último ano.

Considerando apenas a população que consumiu álcool no ano anterior, o estudo verificou que a frequência diária de consumo aumentava com a idade: 10,1% para as pessoas de 25 a 34 anos, 40,1% para o grupo de 45 a 54 anos e 61,1% para a população idosa.

Ao contrário, a frequência dos consumos esporádicos de álcool era mais elevada nos jovens: 70,1% das pessoas entre 15 e 24 anos referiu ter bebido com uma frequência mensal ou ocasional durante o ano anterior, face a 38,2% para a população em geral.

Já o "consumo arriscado de álcool" (seis ou mais unidades de 10 gramas de álcool numa única ocasião), pelo menos uma vez no ano anterior, foi referido por 33,2% da população, destes 56,2%, disserem fazê-lo com frequência ocasional.

Relativamente ao consumo de tabaco, o INE refere que a proporção de fumadores se manteve estável na última década, situando-se nos 20%. Observou-se, contudo, uma redução dos fumadores regulares (que fumam diariamente) de quase dois pontos percentuais (p.p.), situando-se nos 16,8% em 2014.

Os homens fumam mais do que as mulheres (27,8% e 13,2%, respetivamente). Ao contrário, as mulheres que referiram nunca ter fumado registavam uma proporção bastante superior à dos homens (73,9% face a 40,3%, respetivamente).

A diferença entre homens e mulheres reflete-se também no número médio de cigarros consumidos diariamente: 51,5% dos homens fumava entre 11 e 20 cigarros, contra 35,4% das mulheres.

O consumo médio diário inferior a 11 cigarros era de 60,2% para as mulheres e de 36,5% para os homens.

Comparando com os resultados do último Inquérito Nacional de Saúde, o número de ex-fumadores aumentou quase 6 p.p. (21,7% em 2014 e 16% em 2005/2006) e diminuiu a percentagem da população que nunca fumou (de 62,9% em 2005/2006 para 58,2% em 2014).

O inquérito adianta que 92,1% das pessoas que deixaram de fumar fizeram-no sem qualquer apoio, enquanto 3,6% recorreram a apoio médico e/ou de medicamentos.

Houve ainda 8,6% dos portugueses que disseram estar expostos a fumo passivo diariamente, principalmente em locais de lazer (38,3%), em casa (31%) e no local de trabalho (20,5%).

Lusa

  • Mosquito transmissor da dengue detetado em Portugal

    País

    Uma espécie de mosquito que é transmissor do vírus da dengue foi identificado pela primeira vez em Portugal, na região Norte do país, anunciou esta quarta-feira a Direção-geral da Saúde (DGS) e o Instituto Doutor Ricardo Jorge.

  • Marcelo não comenta proposta sobre nomeação do governador do BdP
    0:14

    Economia

    Marcelo Rebelo de Sousa não quis comentar a proposta do grupo de trabalho para a reforma da supervisão financeira, que recomenda que o governador do Banco de Portugal seja nomeado pelo Presidente da República. Marcelo não quis comentar o assunto esta quarta-feira durante a tomada de posse do Reitor da Universidade de Lisboa.

  • Habitantes da favela da Rocinha temem novo episódio violento
    2:54

    Mundo

    Localizada no Rio de Janeiro, a Rocinha, maior favela do Brasil, foi palco de um tiroteio entre traficantes, no último fim de semana. Agora, pelo terceiro dia consecutivo, a polícia do Rio de Janeiro está a fazer um cerco em algumas favelas cariocas à procura de traficantes. A comunidade está assustada e receia que episódios violentos como este se repitam.