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Repor feriados civis e não os religiosos é "laicização excessiva da sociedade"

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Clemente, disse hoje, em Fátima, no distrito de Santarém, que avançar com a reposição dos feriados civis e não dos religiosos é uma laicização excessiva da sociedade.

D. Manuel Clemente, cardeal Patriarca de Lisboa (Lusa/Arquivo)

D. Manuel Clemente, cardeal Patriarca de Lisboa (Lusa/Arquivo)

PAULO CUNHA

"Isso é mais um sintoma de uma laicização que eu considero excessiva da sociedade", afirmou Manuel Clemente na conferência de imprensa, após mais uma assembleia plenária da CEP, a reunião magna do episcopado português.

Para o cardeal-patriarca de Lisboa, "a laicidade é um valor", mas "a sociedade é um organismo vivo que transporta tradições, culturas, momentos de encontro, festas, ocasiões, lembranças e isso tem que estar presente e tem que ser considerado".

"Há uma considerável parte da população portuguesa que se refere à tradição católica, que veicula esses valores e que pode também ter essa materialização em datas consignadas", destacou, defendendo que "uma laicidade encarada positivamente não é um vazio das tradições religiosas".

Antes, Manuel Clemente notou que a supressão dos feriados religiosos foi matéria objeto "de uma negociação entre o Estado português e a Santa Sé".

"Tanto quanto eu sei, da parte da Nunciatura ainda não se recebeu nenhuma sugestão. Se alguma vez vier, analisaremos o caso, na medida em que também somos parte interessada", referiu.

O PS compromete-se a repor em 2016 os quatro feriados que foram eliminados pelo anterior executivo, esclarecendo que esta reposição será feita em duas fases: primeiro os civis e depois, após negociação com as entidades competentes, os religiosos.

Em 2012, com efeitos a partir de 2013, o Governo suprimiu quatro feriados: dois religiosos, o de Corpo de Deus em junho (feriado móvel), e o dia 01 de novembro, dia de Todos os Santos, e dois civis, 05 de outubro, Implantação da República, e o 1.º de Dezembro, Restauração da Independência.

Lusa

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