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Caravana "Famílias como as Nossas" rumo à Eslovénia com ajuda humanitária

A associação "Famílias como as Nossas" volta hoje a partir em viagem, tanto com ajuda humanitária que sai para Espanha com destino a Lesbos, na Grécia, como com uma nova caravana, que parte em direção à Eslovénia.

© Alkis Konstantinidis / Reuter

Em declarações à agência Lusa, o presidente da associação adiantou que a partida está marcada para as 11:00, do Jardim de Belém, em Lisboa, e que a caravana integra, para já, três carros e sete pessoas, com destino à fronteira entre a Eslovénia e a Áustria, estando a coordenação a cargo de Paulo Guião.

Segundo Nuno Félix, o propósito de trazer para Portugal famílias refugiadas não foi posto de parte, revelando que as informações que têm tido apontam para um agravamento das condições em que os refugiados se encontram.

"Para quem fazia sentido trazer uma família há um mês e qualquer coisa atrás, agora fará muito mais e, para mais, quando nós continuamos à espera de que, pelos veículos oficiais, estas famílias cheguem", sublinhou, acrescentando que não teriam essa iniciativa se a ajuda estivesse a chegar às famílias por outros meios.

Tal como da primeira vez, também agora quem vai terá de se responsabilizar pela família que trouxer, desde os procedimentos para a sua legalização até ao alojamento ou integração social e laboral.

Nesta caravana seguem, para já, sete pessoas, entre um piloto e um copiloto por carro, e uma enfermeira, "que é fluente em alemão e que pode dar imensa ajuda, já que o destino é a fronteira entre a Eslovénia e a Áustria".

A viagem vai durar aproximadamente uma semana, entre dois dias para a ida e outros dois para a volta, e três a cinco dias no terreno.

Caso alguma família de refugiados aceite vir para Portugal, tem de cumprir três requisitos: ser de origem síria, ter documentos a comprová-lo e ter filhos menores a cargo.

Nuno Félix lembrou, a propósito, que a família que veio na primeira caravana, a 03 de outubro, vai viver em Ovar, onde lhe foi apresentada uma proposta de habitação para dois anos e trabalho numa empresa da região.

Um facto que, para o presidente da associação, mostra que já há respostas em Portugal e que há pessoas que estão dispostas a ajudar.

"Se tivessem vindo há mais tempo, haveria mais pessoas a serem ajudadas (...) e tudo isto sem qualquer ajuda oficial", apontou.

Com a caravana de hoje, segue parte da ajuda humanitária recolhida, enquanto a restante, e que é a maior parte, segue também hoje para Espanha, com destino à ilha grega de Lesbos.

Nuno Félix explicou que a opção do envio da ajuda humanitária para Espanha teve que ver com o aproveitamento de sinergias com movimentos solidários espanhóis, indo os vários bens recolhidos em Portugal integrar quatro contentores de ajuda humanitária.

O presidente da associação "Famílias como as Nossas" revelou também que passarão a ser feitos envios mensais de ajuda humanitária para os refugiados que estão na Eslovénia, através dos canais do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

De acordo com Nuno Félix, dos bens recolhidos em Portugal, será feita uma triagem para que só sigam para os refugiados, por exemplo, as roupas adequadas às condições e clima do país.

A restante roupa será entregue a associações nacionais, como a Ajuda de Berço, que apoiam crianças e famílias em Portugal.

Lusa

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