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Sampaio diz que ajuda humanitária mundial tem de privilegiar formação universitária

O apoio universitário de emergência deve ser uma prioridade da ajuda humanitária internacional, defendeu hoje o ex-Presidente português Jorge Sampaio, cuja Plataforma de Apoio já trouxe cerca de 150 universitários sírios para estudarem em Portugal.

MIGUEL A. LOPES

"Falta assumir-se a nível das organizações internacionais um ramo [da ajuda humanitária] dedicado ao ensino universitário de emergência, que é fundamental para a reconstrução de um país", disse Jorge Sampaio à agência Lusa à margem de um almoço que reuniu em Lisboa representantes de entidades que apoiam a Plataforma de Apoio Académico aos Estudantes Sírios, lançada pelo ex-presidente em 2013.

"É a isso que me tenho dedicado e este exemplo português é uma espécie de projeto piloto daquilo que pode ser alargado, sobretudo quando a gente sabe que há universidades disponíveis para que isso possa acontecer", acrescentou.

A Plataforma, referiu, já trouxe a dez cidades de Portugal sírios que foram obrigados pela guerra a interromper os estudos superiores e de cuja formação depende a futura reconstrução do país. Mas há disponibilidade das universidades para mais, precisou, evocando 20 vagas em Medicina na Universidade Nova e 700 vagas em instituições internacionais que a plataforma "até agora não conseguiu preencher" por falta de fundos.

Ao mesmo tempo, explicou, "há uma lista de espera absolutamente angustiante" e "uma escala brutal de necessidade", com mensagens e candidaturas de estudantes universitários a chegarem à Plataforma quer dos campos de refugiados que acolhem quatro milhões de sírios nos países vizinhos quer "da própria Síria".

É por essa razão que Jorge Sampaio defende a necessidade de um plano global de apoio académico a estudantes universitários de países em conflito, um plano para o qual há disponibilidade de muitas universidades do mundo e que "tem de ser" lançado no quadro das Nações Unidas.

"Mas é preciso obviamente fundos para isso e é preciso que isso seja uma prioridade. O auxílio de emergência -- um teto, assistência médica, etc. - tem obviamente prioridade, mas existe uma faixa que é indispensável se a gente quiser ter esperança na reconstrução de um país quando a paz vier", frisou.

Lusa

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