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Manuel Godinho conhece hoje acórdão em novo processo de corrupção

O sucateiro Manuel Godinho e um ex-funcionário da antiga Rede Ferroviária Nacional (Refer) acusados de corrupção num processo que resultou de uma certidão extraída do caso "Face Oculta", conhecem hoje o acórdão, no Tribunal de Aveiro.

Manuel Godinho (à direita)

Manuel Godinho (à direita)

LUSA (Arquivo)

A leitura do acórdão já esteve marcada duas vezes, mas uma "alteração não substancial dos factos da acusação" levou a defesa do ex-funcionário da Refer a pedir para ser ouvida mais uma testemunha, o que aconteceu no passado dia 17.

No final da sessão, nas alegações complementares, a procuradora do Ministério Público pediu penas de prisão efetiva para os dois arguidos.

A advogada da Refer, atualmente designada por Infraestruturas de Portugal, também pediu a condenação de Manuel Godinho e do ex-funcionário da gestora ferroviária pelos crimes de que estão pronunciados, enquanto a defesa pediu a absolvição dos dois arguidos.

A leitura do acórdão está marcada para esta quinta-feira, às 12:00, no Tribunal de Aveiro.

Manuel Godinho está pronunciado por um crime de corrupção ativa, enquanto o outro arguido responde por um crime de corrupção passiva, sete crimes de falsificação de documento agravado e um de fraude fiscal.

Segundo a acusação, o empresário das sucatas conseguiu que a Refer lhe pagasse 115 mil euros por trabalhos que não foram realizados ou que já tinham sido pagos, contando, para isso, com a cumplicidade de um engenheiro da empresa que rubricou as faturas, promovendo o pagamento desses serviços.

Em setembro do ano passado, Manuel Godinho foi condenado no âmbito do processo "Face Oculta" a 17 anos e meio de prisão, por 49 crimes de associação criminosa, corrupção, tráfico de influência, furto qualificado, burla, falsificação e perturbação de arrematação pública.

A defesa do empresário de Ovar recorreu do acórdão para o Tribunal da Relação do Porto, não havendo ainda qualquer decisão.

Lusa

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    O empresário Manuel Godinho continua a contas com a justiça devido a outros processos que resultaram do julgamento Face Oculta. Para hoje à tarde, no Tribunal de Aveiro, está prevista a leitura do acórdão de um caso de corrupção no qual o empresário do ramo das sucatas é acusado de ter lesado, em 2001, uma antiga empresa do estado.

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