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CDS diz que Governo é "projeto radical social-comunista" com "tralha socrática"

O vice-presidente da bancada do CDS-PP Telmo Correia defendeu esta quinta-feira que o Governo liderado por António Costa, "além da tralha socrática" carateriza-se por ser "um projeto radical social-comunista".

"Para além da tralha socrática, o que temos é um Governo social-comunista. Nós governámos ao centro, fizemos campanha eleitoral ao centro, ganhámos as eleições ao centro e é ao centro que seremos oposição a este projeto radical social-comunista", declarou Telmo Correia. (Arquivo)

"Para além da tralha socrática, o que temos é um Governo social-comunista. Nós governámos ao centro, fizemos campanha eleitoral ao centro, ganhámos as eleições ao centro e é ao centro que seremos oposição a este projeto radical social-comunista", declarou Telmo Correia. (Arquivo)

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"Para além da tralha socrática, o que temos é um Governo social-comunista. Nós governámos ao centro, fizemos campanha eleitoral ao centro, ganhámos as eleições ao centro e é ao centro que seremos oposição a este projeto radical social-comunista", declarou Telmo Correia.

Telmo Correia justificou a apresentação de uma moção de rejeição pelo PSD e CDS e argumentou que PCP e BE não mudaram e que foi o PS quem se radicalizou, usando as palavras do primeiro-ministro, António Costa, segundo o qual o acordo com aqueles partidos fez cair um muro como 40 anos.

"Não caiu muro nenhum, o muro ideológico está lá, tão sólido como sempre, o muro não caiu, o que caiu foi o PS para o outro lado do muro. E é por isso que a apresentação [da moção de rejeição] é uma decorrência lógica da nossa posição política"", afirmou.

Além de considerar que se trata de uma solução ilegítima, de discordar das suas opções e defender que o Programa de Governo "contém um risco sério para Portugal", Telmo Correia lembrou que, sem a moção de rejeição ele não seria votado.

"E uma vez que o senhor primeiro-ministro não teve a coragem de apresentar uma moção de confiança, ele não seria sequer votado. Por isso, a moção de rejeição é um exercício de transparência e de clareza política. Contrasta com os vossos acordos separados e à porta fechada", argumentou.

Tal como o líder do CDS-PP, Paulo Portas, e o presidente da bancada, Nuno Magalhães, haviam feito durante o debate do Programa do XXI Governo Constitucional, também Telmo Correia iniciou a sua intervenção de encerramento dirigindo-se a António Costa como "primeiro-ministro não-eleito".

Telmo Correia revisitou um confronto parlamentar com António Costa em 2002 em que o atual primeiro-ministro se referia ao CDS como um banquinho que o PSD usa para ficar mais alto e adaptou a imagem às atuais circunstâncias.

Agora, afirmou deputado centrista há "dois banquinhos, um deles com uma perna falsa, separados entre si, e o primeiro-ministro de agora, muito mais pequenino do que o primeiro-ministro da altura, [está] numa jigajoga a ver se se equilibra a qualquer custo"".

Telmo Correia usou a intervenção no encerramento do debate do Programa de Governo para, mais uma vez, reiterar que o CDS não ajudará no futuro o PS se este vier a precisar.

"Desenganem-se. Os senhores escolheram o rumo, escolheram os vossos 'compagons de route', o trajeto e a velocidade. Boa viagem, que não haja acidentes, até porque os vossos acidentes e as vossas imprudências, normalmente, quem tem de as pagar são os portugueses", afirmou, recusando que os centristas sejam responsabilizados pelas opções deste executivo.

Lusa

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