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PAN justifica abstenção com insuficientes preocupações ambientais

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) defendeu hoje que o Programa do XXI Governo Constitucional "fica aquém de uma verdadeira preocupação com o ambiente, que continua a ser duramente castigado", justificando a sua abstenção à moção de rejeição.

André Silva, deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN)

André Silva, deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN)

TIAGO PETINGA/ LUSA

"O PAN congratula-se pelo facto do Programa de Governo para esta legislatura incluir algumas medidas relativas à causa animal. No entanto, nem o PAN se esgota nas preocupações com os animais, nem o programa de governo se reduz a estas", divulgou o partido, considerando que "o documento fica aquém de uma verdadeira preocupação com o ambiente, que continua a ser duramente castigado".

O PAN argumenta, contudo, que a abstenção à moção de rejeição do Programa do executivo reflete, "de forma implícita, um voto de confiança dado a este Governo legítimo", em relação ao qual desejam que possa realizar-se um "trabalho sólido", para que no final da legislatura, e com os contributos do partido, "se possa afirmar que se assistiram a transformações significativas na vida das pessoas, dos animais e da natureza".

PS, BE, PCP e PEV chumbaram hoje na Assembleia da República a moção de rejeição ao Programa do XXI Governo Constitucional, liderado por António Costa. O deputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), André Silva, absteve-se e PSD e CDS-PP votaram favoravelmente a moção que apresentaram.

O PAN dá como exemplo da insuficiência das preocupações ambientais "as operações petrolíferas na costa portuguesa, aos danos provocados pelo Plano Nacional de Barragens, passando por uma política do betão, esgotando recursos físicos e financeiros escassos, em vez de se priorizar uma transição e racionalização energética para energias limpas e renováveis".

"Quanto às pessoas, reconhecem-se ajustes ao desagravamento dos sacrifícios que foram pedidos aos portugueses e um ligeiro desafogo financeiro, a curto prazo. No entanto, o programa de governo apresenta algumas incertezas e assenta numa lógica que não promove uma diminuição direta do desemprego, continuando a perpetuar um modelo económico que deve, na perspetiva do partido, deve ser repensado", sustenta.

O PAN considerou relevante o facto de "pela primeira vez no hemiciclo do parlamento português um primeiro-ministro comprometer-se com o tratamento de um assunto difícil como o da Tauromaquia, referindo que a decisão sobre a sua continuidade ou proibição deve ser dada aos municípios, devendo estes manifestar o seu posicionamento face a esta atividade".

O partido reitera que "não se revê nos enquadramentos deterministas à esquerda, centro ou direita, os quais serão sempre reducionistas" e que, assim sendo, o "sentido de voto em nada compromete ou vincula decisões futuras sendo que o PAN se mantém sempre em diálogo aberto e construtivo com todas as forças políticas".

Lusa

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