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O mundo dentro de 100 anos junta especialistas mundiais dois dias em Lisboa

Duas dezenas de cientistas, sociólogos, políticos ou gestores, conhecidos mundialmente, reúnem-se, a partir de hoje, no Centro Champalimaud, em Lisboa, para debater o que será o mundo dentro de cem anos.

O encontro, de dois dias, junta nomes como os antigos presidentes do Brasil e de Portugal Fernando Henrique Cardoso e Jorge Sampaio assim como três prémios Nobel e vários cientistas.

A iniciativa, para assinalar os dez anos da Fundação Champalimaud, tem como título "O desconhecido, a 100 anos de hoje" e centra-se nos temas "Medicina/Investigação Médica", "Ferramentas para o futuro", "Ciência" e "Liberdade, conhecimento e valores".

Uma criança que nasça este ano, que mundo irá encontrar em 2115? Irão as novas fronteiras da ciência, medicina e tecnologia mudar as sociedades? Irão os valores e a moral permanecer iguais? Questiona a Fundação na apresentação da conferência, acrescentando que, para pensar nestas questões, é necessário "um afastamento da visão de curto-prazo" e "um olhar atento e focado no futuro".

Tim Berners-Lee, o criador da internet, será dos primeiros a intervir e falará sobre como a "web" vai moldar a vida das pessoas no futuro.

E porque os avanços da medicina e da pesquisa médica terão sempre impacto, também foram convidados especialistas em neurociências, como António Damásio, em células, Robert Horvitz (Nobel da Medicina de 2002), em doenças infeciosas, Michel Kazatchkine, em sida, e, em informática aplicada à medicina, Atul Butte.

Manuel Castells, cientista social, especializado em redes sociais, falará sobre que tipo de democracia pode surgir dentro de um século, e, sobre a evolução da tecnologia, especialistas norte-americanos e europeus debatem aquilo que consideram ser as "ferramentas para o futuro".

A Fundação convidou para isso um membro do Conselho da Microsoft, Padmasree Guerreiro, o presidente do Centro para a Política de Tecnologias Emergentes em Washington, Nigel Cameron, um professor da Universidade de Oxford, Luciano Floridi, e a ex-presidente do Conselho Europeu de Investigação, Helga Nowotny.

Da área da ciência estão presentes Gerry Gilmore, da Universidade de Cambridge, mas também Maria Ieptina (Organização Europeia de Biologia Molecular), José Goldemberg (Governo do Brasil) e o prémio Nobel da medicina Sydney Brenner.

Prémio Nobel mas da paz, Shirin Ebadi, uma advogada iraniana, vai falar sobre a "liberdade, conhecimentos e valores" e o papel das mulheres na luta contra o fundamentalismo. Será o último painel de sábado, no qual estarão também Fernando Henrique Cardoso e Jorge Sampaio e o presidente do Instituto Muçulmano, Ziauddin Sardar.

Lusa

Pode acompanhar a conferência aqui.

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