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Patriarca abre "Porta Santa" na Sé de Lisboa e inicia Ano Jubilar da Misericórdia

O cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, abre hoje a "Porta Santa", na Sé de Lisboa, inaugurando o Ano Jubilar da Misericórdia, na Diocese, anunciou o patriarcado.

D. Manuel Clemente, cardeal Patriarca de Lisboa (Lusa/Arquivo)

D. Manuel Clemente, cardeal Patriarca de Lisboa (Lusa/Arquivo)

PAULO CUNHA

"A celebração vai ter início no largo da igreja de Santo António, em frente da Sé, e marca o início do Ano Jubilar da Misericórdia na diocese de Lisboa", segundo a mesma fonte.

O Jubileu Extraordinário da Misericórdia, Ano Santo que se prolonga até dezembro de 2016, foi convocado pelo papa Francisco e teve início, no Vaticano, na passada terça-feira, dia da solenidade da Imaculada Conceição, data celebrada quer a Ocidente quer a Oriente.

O anúncio deste Jubileu da Misericórdia foi feito a 13 de março, no Vaticano, quando o papa explicou que a iniciativa procurava tornar "mais evidente" a missão da Igreja Católica de ser "testemunha da misericórdia".

O papa Francisco presidiu, na passada terça-feira, à abertura da "Porta Santa" da basílica de São Pedro, na Cidade-Estado do Vaticano, dando assim início oficial ao 29.º Jubileu da Igreja Católica.

"Abri-me as portas da justiça", proclamou Francisco, no breve ritual que decorreu no final da eucaristia à qual presidiu, e que foi celebrada na praça de São Pedro, antes de empurrar as portas, fechadas desde o Jubileu do ano 2000.

Francisco referiu-se a esta abertura como um gesto "simples, mas altamente simbólico", e esclareceu: "Entrar por aquela porta significa descobrir a profundidade da misericórdia do Pai que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um".

"Neste ano, deveremos crescer na convicção da misericórdia", apelou o pontífice, na homilia que proferiu.

Após Francisco, passaram o papa emérito Bento XVI, cardeais, bispos e representantes de sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, em procissão até ao túmulo de São Pedro.

É este gesto simbólico que o papa quer ver repetido em todas as dioceses do mundo neste domingo, enquanto, em Roma, Francisco vai presidir à missa com a abertura da "Porta Santa" da Basílica de São João de Latrão.

"Este Jubileu Extraordinário da Misericórdia pretende ser um tempo favorável para que a Igreja, de maneira ainda mais intensa, fixe o olhar na misericórdia e se torne, ela mesma, sinal eficaz do agir do Pai e assim o testemunho dos crentes, seja mais forte e eficaz", afirma o papa na Bula de proclamação do Jubileu da Misericórdia.

Até à atualidade houve 26 Anos Santos ordinários e dois extraordinários, os Anos Santos da Redenção, em 1933, proclamado por Pio IX, e o de 1983, proclamado por João Paulo II.

Lusa

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