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Ministério Público tenta identificar autores da queima do gato de Vila Flor

A associação de defesa dos animais Grupo Gatos Urbanos informou hoje que a investigação à queima do gato em Vila Flor ainda prossegue e que o Ministério Público está a tentar identificar os autores do ato.

A associação constitui-se assistente no processo e divulgou hoje esclarecimentos obtidos pelos advogados que a representa e que indicam que prossegue a investigação em que a única arguido, até ao momento, é a dona do animal, mas que outras pessoas já foram ouvidas e que estão a ser realizadas perícias para esclarecer o caso.

O Grupo Gatos Urbanos revelou que, uma vez que ninguém identifica os autores da queima do gato que ocorreu nas festas de São João, o Ministério Público solicitou, em novembro, "ao Departamento de Engenharia Informática da Universidade do Porto informação sobre se é possível extrair fotogramas do vídeo com melhor qualidade de imagem com vista a identificar os indivíduos ali presentes e visíveis".

O processo foi desencadeado por várias denúncias depois da divulgação nas redes sociais do vídeo em que populares da aldeia de Mourão, no distrito de Bragança, assistem ao momento em que é ateado fogo a palha que envolve um poste com um recipiente no alto, onde se encontra um gato vivo.

Quando o poste arde, o pote projeta-se no chão e o animal cai de uma altura de três metros e corre em chamas por entre os presentes.

A GNR realizou o inquérito inicial e o Grupo Gatos Urbanos informou que este foi concluído com a identificação apenas da "dona" do gato, que já se tinha identificado à Comunicação Social.

Ressalva, no entanto que "a fase de inquérito deste processo não está fechada, sendo agora presidida pelo Ministério Publico que está a efetuar novas investigações".

Depois de os advogados terem consultado o processo, a associação informa que "a dona do gato está já constituída arguida, mas sem prejuízo de poderem vir a ser constituídos mais arguidos, uma vez que as investigações continuam".

Segundo avançou, o procurador responsável pelo processo "já ouviu o autor das filmagens, a primeira subscritora da lista da Comissão de Festas, a presidente da junta de freguesia e a vereadora da Cultura da Câmara de Vila Flor".

Além da diligência para tentar obter melhores imagens dos presentes na queima, o Ministério Público solicitou ainda, segundo a associação, "à Ordem dos Médicos Veterinários uma peritagem abstrata, fundada nas imagens fornecidas, com vista a apurar as consequências físicas e psicológicas para o gato, bem como as consequências da falta de tratamento dos ferimentos".

O Grupo Gatos Urbanos está convencido de que o animal apresentado à Comunicação Social pela mulher que se diz dona do gato - e que aparentava estar bem - não será o mesmo "usado para a barbárie em causa".

"Após ouvir os nossos advogados e após consulta dos autos, consideramos que o Ministério Público está a cumprir verdadeiramente com a sua obrigação e tudo indica que o procurador em causa está a levar este caso muito a sério e muito empenhadamente, não se tendo contentado com a parca ou quase nula informação da GNR local quanto à identificação dos diretamente envolvidos na queima do gato", refere em comunicado.

O Grupo Gatos conclui que "cumpre aguardar os resultados das diligências do Ministério Público" e apela à colaboração de quem tenha mais informações sobre este caso.

"Pretendemos que todos os diretamente envolvidos na queima do animal, sejam levados à justiça pela prática e /ou envolvimento direto neste crime e ainda que este tipo de prática seja proibida", vincou.

Lusa

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