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Vítimas de intoxicação alimentar na Amadora todas com alta hospitalar

A maioria dos afetados pela intoxicação alimentar numa escola e num lar da Santa Casa da Misericórdia da Amadora tiveram alta hospitalar durante a noite de terça-feira, apurou a Lusa junto das unidades hospitalares.

Em declarações à Lusa, a assessora do Hospital São Francisco Xavier explicou que na unidade hospitalar foram assistidas 18 crianças na urgência-pediátrica "mas todos já tiveram alta".

Também o assessor de imprensa do Hospital de Santa Maria avançou que as seis crianças e os quatro adultos assistidos receberam alta ainda na terça-feira.

No Hospital de Loures foram assistidas 13 crianças que acabaram também por ter alta durante a noite, segundo disse à Lusa a assessora da instituição.

A agência Lusa contactou, sem sucesso, o hospital Amadora-Sintra, para obter informações sobre os pacientes que foram atendidos na instituição.

Sessenta e sete pessoas sofreram terça-feira uma intoxicação alimentar numa escola, num lar e num centro de dia da Santa Casa da Misericórdia da Amadora, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários da Amadora, Mário Conde.

O responsável disse à Lusa que 54 destas vítimas foram transportadas para cinco hospitais da Grande Lisboa e outras 13 estavam, pelas 20:00, a ser assistidas na Escola Luís Madureira, em Alfragide.

Além deste estabelecimento de ensino, foram registadas vítimas no Lar de Santo António (localizado no mesmo complexo da escola) e no Centro de Apoio à Terceira Idade do Casal da Mira, na freguesia de Mina de Água.

Mário Conde explicou que, segundo o delegado de saúde do município, as causas da intoxicação estarão relacionadas com "a distribuição de 550 refeições" de almoço por uma mesma empresa nestes três locais.

O comandante adiantou que para o local foram enviados 30 viaturas e 70 bombeiros, além de outros meios da Proteção Civil, a PSP e o INEM.

Em declarações à Lusa, o diretor-geral de Saúde, Francisco George, disse que as razões da intoxicação que afetou 67 pessoas na Amadora estão a ser investigadas no Instituto Ricardo Jorge, mas garantiu que a situação não é especialmente grave.

"Estamos em crer que não se trata de uma situação especialmente grave, se bem que três idosos possam ter um prognóstico mais preocupante", afirmou à Lusa Francisco George.

De acordo com o responsável da Direção-Geral de Saúde, "a resposta foi muito rápida e eficiente, de uma maneira geral", apesar de existirem "muitos doentes afetados, quer crianças, quer idosos, mas são poucos os que inspiram cuidados".

Lusa

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