sicnot

Perfil

País

Voo Bragança-Portimão inaugurado com dono da companhia aos comandos e ministro a bordo

A viagem inaugural da ligação aérea Bragança-Portimão partiu hoje de Cascais, em direção a Vila Real, às 11:00, com o próprio presidente da companhia Aero Vip aos comandos do avião e o ministro Pedro Marques entre os passageiros.

TIAGO PETINGA

Apesar do nevoeiro, a aterragem operada pelo comandante Pedro Leal em Vila Real, às 12:00, foi tranquila, tendo, 15 minutos antes, havido uma paragem em Viseu, onde saiu o autarca local, Almeida Henriques, que também apanhou voo em Cascais.

Os voos estavam suspensos há três anos e foram retomados pela mesma operadora, a Aero Vip, com um percurso diferente daquele que vigorou durante 15 anos -- Bragança-Vila Real-Lisboa -- tendo, agora, sido incluídas paragens em Viseu e Portimão.

A nova linha aérea regional fará, assim, a ligação Bragança-Vila Real-Viseu-Cascais-Portimão, estando o início do circuito comercial marcado para quarta-feira.

A ligação foi concessionada por três anos à Aero Vip, que receberá do Estado, durante esse período, um total de 7,8 milhões de euros.

Esta concessão surge depois de, em novembro de 2012, o Governo ter suspendido os voos entre Bragança/Vila Real e Lisboa (que já eram realizados pela Aero Vip), com o argumento de que Bruxelas não autorizava mais o financiamento direto de 2,5 milhões de euros por ano à operadora.

Nesta operação existem cinco tipos de tarifas - Premium, Basic, Pex, Promo e Discount - com diferentes condições e que têm valores para um voo de ida e volta Bragança--Cascais desde 94,01 euros ou Cascais--Portimão a partir de 73,45 euros.

Durante a viagem, o comandante afirmou à Lusa que o avião tem capacidade para 18 passageiros e para operar em aeródromos com pistas de dimensão mais reduzida.

"Esta viagem hoje tem um sabor especial porque voltamos a fazer esta rota, mas com dois novos destinos, o que é ótimo", comentou.

Pedro Leal realçou que ao longo do ano haverá uma viagem por dia, duplicando no verão, passando duas vezes pelo mesmo aeródromo.

Já o administrador da Aero Vip, Carlos Amaro, considerou que a nova rota é a "concretização de um passo muito importante" para a empresa e para os municípios envolvidos.

A empresa espera conseguir, em 2016, um volume de negócio superior a 12 milhões de euros, ressalvou.

Enquanto ia apreciando a paisagem, o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, disse ter "lutado muito" para que esta ligação passasse pelo distrito.

"Agora, ficamos a 40 minutos de Lisboa quando hoje estamos a duas horas e meia, além de proporcionar maior conforto", salientou.

Almeida Henriques entendeu que esta ligação vai valorizar "imenso" a região e as empresas.

Para o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, presente na cerimónia de apresentação, a participação do município nesta ligação "só tem fatores positivos".

"Ajudamos a uma maior coesão territorial, afirmamos o aeródromo de Cascais - como prova da sua capacidade para voos comerciais e executivos - e criamos uma nova centralidade no concelho, com a intenção de colocarmos Alcabideche e São Domingos de Rana como freguesias da Costa do Sol", sustentou.

Lusa

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18