sicnot

Perfil

País

PR dirige 6ªfeira última mensagem de Ano Novo, a menos de um mês das presidenciais

Pela última vez, o Presidente da República dirige na sexta-feira a tradicional mensagem de Ano Novo aos portugueses, a menos de um mês das eleições presidenciais e sete semanas depois de ter dado posse a um novo Governo.

© Rafael Marchante / Reuters

Será pela hora do jantar que o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, irá proferir o último discurso de Ano Novo, antes de terminar o seu mandato em Belém, a 09 de março de 2016.

Habitualmente a intervenção é aproveitada pelo chefe de Estado para deixar alertas para o futuro, como aconteceu no ano passado, quando Cavaco Silva apontou 2015 como "um ano de escolhas decisivas".

Centrando a sua mensagem nas eleições legislativas que acabaram por se realizar a 04 de outubro, o Presidente da República recomendou aos partidos cuidado nas promessas eleitorais que iriam apresentar, sublinhando que os problemas do país não se resolvem "num clima de facilidade".

Sem antever o que se passaria a seguir às eleições - com a queda do Governo de coligação PSD/CDS-PP apenas cerca de um mês após a tomada de posse, na sequência do chumbo do programa do executivo, e a posterior formação de um Governo socialista com o apoio parlamentar do BE, do PCP e do PEV - Cavaco Silva interpelou ainda os portugueses e, em especial, os políticos a preparem o período pós-eleições.

Pois, acrescentou, não é só no dia a seguir às eleições que se constroem "soluções governativas estáveis, sólidas e consistentes, capazes de assegurar o crescimento económico e dar esperança aos portugueses".

Um ano antes, a 01 de janeiro de 2014, e seis meses depois da crise política que abalou o Governo liderado por Pedro Passos Coelho, o Presidente da República aproveitou a mensagem de Ano Novo para retomar o apelo aos partidos para um "compromisso de salvação nacional", insistindo que os portugueses beneficiariam desse acordo no período `pós-troika´ e apelou ao "espírito construtivo".

A meses do fim do programa de assistência financeira, o Presidente falou sobre a hipótese de um segundo resgate, dizendo não haver razões para crer que Portugal teria essa necessidade. Em maio, viria a certeza de que Portugal teria uma 'saída limpa'.

Em 2013, foi na mensagem de Ano Novo que o chefe de Estado anunciou que iria requerer ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do Orçamento para esse ano, argumentando que havia "fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios".

Quase em jeito de antecipação do que viria a acontecer no verão, Cavaco Silva aproveitou ainda a mensagem de Ano Novo para advertir que Portugal não estava "em condições de juntar uma grave crise política à crise" em que o país estava mergulhado e defendeu a necessidade de "urgentemente pôr cobro" à "espiral recessiva" e concentrar esforços no crescimento económico.

Na primeira mensagem de Ano Novo do seu segundo mandato em Belém, e quando se completavam quase seis meses do Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, o chefe de Estado já tinha falado da importância de uma agenda para o crescimento e emprego, considerando que sem isso a situação social se poderia tornar "insustentável".

"A resolução dos desafios que Portugal enfrenta exige" uma estratégia que vá "além do rigor orçamental", defendeu o Presidente da República, apelando ainda ao "diálogo construtivo entre o Governo e a oposição" e ao "aprofundamento da concertação social".

Em 2007, na primeira mensagem de Ano Novo que dirigiu aos portugueses enquanto Presidente da República, e ainda com José Sócrates como primeiro-ministro, Cavaco Silva pediu resultados, exigindo "progressos claros" na economia, educação e justiça. Apontando 2007 como um ano crucial para o futuro do país, o chefe de Estado, defendeu ainda um "relacionamento salutar" entre os órgãos de soberania.

  • Paulo Fonseca e Paulo Sousa fora da Liga Europa

    Liga Europa

    A segunda mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa ficou marcada pelas eliminações de duas equipas treinadas por portugueses: a Fiorentina de Paulo Sousa e o Shakhtar Donetsk de Paulo Fonseca. Paulo Bento, no Olympiacos, e José Mourinho, no Manchester United, são os únicos técnicos lusos ainda em competição. Noutros jogos, destaque para os afastamentos do Tottenham e do Zenit. Veja aqui os resumos de todos os encontros desta noite europeia. O sorteio dos oitavos-de-final está agendado para esta sexta-feira, às 12h00, hora de Lisboa.

  • "Não preciso de ajustar contas com ninguém"
    0:49

    País

    O ex-Presidente da República insiste que José Sócrates foi desleal durante as negociações do Orçamento do Estado para 2011. Numa entrevista dada à RTP1, Cavaco Silva esclareceu ainda que não escreveu o livro de memórias para ajustar contas com o ex-primeiro-ministro.

  • Sócrates em processo judicial surpreende Cavaco
    0:18

    País

    Cavaco Silva afirmou ter ficado surpreendido com o envolvimento de José Sócrates num processo judicial. Em entrevista à RTP1 o ex-Presidente da República diz que nunca se apercebeu de qualquer "atuação legalmente menos correta" da parte de Sócrates.

  • PSD questiona funcionamento da Assembleia da República
    2:39

    Caso CGD

    O PSD e o CDS vão entregar esta sexta-feira no Parlamento o pedido para criar uma nova Comissão de Inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos. Os dois partidos reuniram-se esta quarta-feira para fechar o texto do requerimento. Durante o dia, o PSD considerou que o normal funcionamento da Assembleia da República está em causa, o que levou Ferro Rodrigues a defender-se e a garantir que está a ser imparcial.

  • Marcelo rejeita discussões menores na banca
    0:32

    Economia

    O Presidente da República avisa que não se devem introduzir querelas táticas e menores no sistema financeiro. Num encontro que reuniu publicamente Marcelo e Centeno, o Presidente diz que é preciso defender o interesse nacional.

  • Três dos planetas encontrados podem conter água e vida
    3:28
  • Túnel descoberto em cadeia brasileira tinha ligação a uma habitação
    0:44

    Mundo

    A polícia brasileira descobriu um túnel que ligava a cadeia de Porto Alegre a uma casa e serviria para libertar prisioneiros do estabelecimento. As autoridades detiveram sete homens e uma mulher no local. A construção permitiria uma fuga massiva que poderia chegar aos 200 mil fugitivos e estima-se que terá custado mais de 300 mil euros. A polícia do Rio Grande do Sul acredita, assim, ter impedido aquela que seria a maior fuga de prisioneiros de sempre no Estado brasileiro.

  • Secretário da Segurança Interna dos EUA desmente Donald Trump

    Mundo

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta quinta-feira que os esforços do seu Governo para expulsar alguns imigrantes ilegais dos Estados Unidos "são uma operação militar", afirmação contrariada pelo seu secretário da Segurança Nacional no México.