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PS diz que portugueses rejeitaram nas urnas o caminho da incerteza

O PS defendeu hoje que os portugueses rejeitaram nas urnas "os caminhos que agravaram profundamente as incertezas e os problemas sociais", numa reação à afirmação do Presidente da República de que se vive "um tempo de incerteza".

MIGUEL A. LOPES

"A maioria dos portugueses expressou-se nas últimas eleições legislativas por uma mudança de políticas, rejeitando os caminhos que agravaram profundamente as incertezas e os problemas sociais", disse à agência Lusa a secretária-geral adjunta do Partido Socialista (PS), Ana Catarina Mendes, em reação ao discurso de Ano Novo do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o último do seu mandato.

Cavaco Silva afirmou hoje que se vive um tempo de incerteza e que há um modelo político, económico e social a defender, que é aquele que vigorou nas últimas décadas.

Na reação, Ana Catarina Mendes saudou a confiança manifestada por Cavaco Silva na "capacidade dos portugueses, dos mais diversos setores da nossa sociedade, para superar os desafios do presente e do futuro", e contrariou a ideia da incerteza defendendo que os portugueses têm confiança na atuação do atual executivo.

"Os portugueses que fazem Portugal todos os dias têm hoje confiança num Estado que cumpre a Constituição, repondo salários e pensões devidas. Têm confiança num Governo que cumpre o que prometeu, eliminando a sobretaxa que asfixia a classe média. Têm confiança em que as dificuldades do sistema financeiro não se disfarçam, mas enfrentam-se e resolvem-se com coragem. Os portugueses vivem um tempo novo, de confiança, em que a democracia garante sempre alternativas e não está condenada ao pensamento único", disse.

A dirigente socialista disse também que temas apontados por Cavaco Silva no discurso como preocupações do seu mandato -- enumerando, por exemplo, o combate à exclusão social e à violência doméstica, ao desemprego e à pobreza -- são agora "uma parte importante da agenda assumida com clareza e determinação pelo Governo do PS, depois de uma governação da direita que deixou um impressionante e nunca antes visto lastro de rutura social no nosso país".

"Os portugueses apostam em Portugal e o PS acredita nos portugueses. Agir para que os portugueses se possam realizar pessoal e profissionalmente no país que é o de todos nós, é a razão fundamental da ação do governo do PS", declarou Ana Catarina Mendes.

O PS saudou também o apelo do Presidente da República para um acolhimento aos refugiados que chegam ao país que afirme a "identidade universalista" dos portugueses e que se distancie das "pulsões extremistas e xenófobas" que emergem em "várias paragens" na Europa.

Lusa

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