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Marcelo chama a atenção para falta de imigrantes na política

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa lamentou hoje que os imigrantes residentes em Portugal praticamente não tenham representação na política, empresas, sindicatos e no poder local, considerando que se deve valorizar as iniciativas das comunidades estrangeiras.

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Numa visita ao Bairro do Pombal, em Oeiras, onde metade da população é sobretudo originária de Cabo Verde, Marcelo Rebelo de Sousa chamou a atenção "para aquele país social que não tem representação num país político", ao contrário do que se passa na Alemanha, França, Itália e Espanha.

"Não há praticamente nenhuma figura saída da comunidade imigrante que esteja no parlamento, no Governo, no patronato, nos sindicatos, no poder local, é um país clandestino", disse aos jornalistas o candidato.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou também que Portugal é "um ótimo país para os imigrantes", no entanto, adiantou, "nem sempre os partidos políticos, os parceiros económicos e sociais percebem que há esse país e que merece mais do que colocar de vez em quando um imigrante numa lista em lugar não elegível".

Para o candidato, não se trata de discriminação, mas sim de "passividade e inércia".

"Assim como demorou muito tempo a admitir o papel das mulheres e o papel dos jovens, está a demorar muito mais tempo a admitir o papel dos imigrantes", sustentou.

Com a deslocação ao Bairro do Pombal, onde visitou a associação local, um cabeleireiro, uma lavandaria, cafés e um restaurante, onde comeu cachupa e bebeu grogue, o candidato pretendeu também destacar êxitos de integração, nomeadamente de cabo-verdianas da terceira geração que lançaram pequenos negócios.

Questionado sobre se gostaria de ver o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, numa ação de campanha, Marcelo Rebelo de Sousa alegou que na mesma altura vão decorrer duas campanhas: a presidencial e a autárquica em São João da Madeira, "em que estão envolvidos partidos e, porventura, os líderes e isso talvez justifique que não haja uma confusão com as duas campanhas".

"Acho que, havendo campanhas simultâneas com eleições no mesmo dia, uma partidária e outra não partidária, talvez seja sensato não misturar a partidária com a não partidária porque são diferentes", sustentou.

Lusa

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