sicnot

Perfil

País

O ano de 2015 foi o segundo mais quente desde 2000 em Portugal

O ano passado foi o segundo mais quente dos últimos 15 anos, em Portugal, com a temperatura média do ar quase a chegar aos 16 graus, e ocupou o quarto lugar entre os mais secos, informou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

(Arquivo)

(Arquivo)

Segundo os dados divulgados pelo IMPA, o valor médio anual da temperatura do ar no ano de 2015 foi de 15,99 graus, "superior ao valor normal de 1971 a 2000, sendo o 7.º mais quente desde 1931 e o 2º desde 2000".

Quanto à chuva, no ano passado, o valor médio de precipitação total anual foi de 599,6 milímetros, valor "muito inferior ao normal, sendo o 6º mais seco desde 1931 e o 4º mais seco desde 2000", acrescenta.

Quando é analisada a temperatura do planeta, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) refere que 2015 foi "provavelmente o ano mais quente desde que há registos".

Segundo a OMM, o valor médio da temperatura global, no ano de 2015, será o maior valor observado, podendo ser alcançado o icónico valor de mais um grau Celsius, em relação à era pré-industrial.

Este comportamento é justificado com "o efeito combinado de um excecional El Niño e o aquecimento global resultante de atividades antropogénicas", explica a OMM, citada pelo IPMA.

Na Europa, o ano de 2015 será o segundo mais quente, depois de 2014 ter sido o mais quente.

A subida da temperatura do planeta é apontada como a responsável pelo maior número de fenómenos extremos, como secas ou inundações, que têm atingido algumas regiões e podem vir a aumentar nos próximos anos.

Este foi o tema da conferência das Nações Unidas para o clima que decorreu no início de dezembro, em Paris, e que foi concluída com a obtenção de um acordo entre 195 países mais a União Europeia com vista à redução das emissões de gases com efeito de estufa para limitar a subida da temperatura.

O mês de dezembro do ano passado foi o segundo mais quente dos últimos 84 anos em Portugal, com a temperatura máxima a atingir o valor mais alto desde 1931, conforme tinha avançado à agência Lusa a meteorologista Vanda Pires.

"Em termos de temperatura média, dezembro de 2015 é o segundo mais quente desde 1931. Teve uma temperatura média de 11,8 graus, que é cerca de 1,8 acima do valor médio. A temperatura máxima foi a mais alta desde 1931 e teve um desvio em relação ao que é normal de mais dois graus", disse Vanda Pires, do Departamento de Climatologia do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O valor médio da quantidade de precipitação de dezembro, de 75 milímetros de pluviosidade, foi inferior ao normal, de 144 milímetros, classificando-se o mês como seco, refere a informação do IPMA.

"Foi o sexto mais seco desde 1931 e o quarto mais seco dos últimos 15 anos", acrescentou a especialista.

Lusa

  • As confissões de Sérgio Conceição: do futuro no FC Porto à zanga com Rui Vitória 
    43:14
  • Parceiros sociais retomam hoje discussão sobre legislação laboral

    Economia

    Os parceiros sociais retomam esta tarde a discussão sobre as alterações à legislação laboral nas áreas do combate à precariedade, promoção da negociação coletiva e reforço da inspeção do trabalho. No encontro, marcado para as 15:00 no Conselho Económico e Social (CES), em Lisboa, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, deverá apresentar um novo documento com alterações face ao que foi proposto aos parceiros sociais há dois meses.

  • Sabia que pode emprestar dinheiro a empresas e ganhar 7% em juros por ano?
    8:05
  • A experiência de um embaixador português na Coreia do Norte
    2:58

    País

    A Coreia do Norte tem o maior orçamento militar do mundo e o seu arsenal nuclear acaba por dar-lhe acesso a uma possível cimeira com os Estados Unidos. A pobreza e o culto da personalidade foram testemunhados pelo embaixador, José Manuel de Jesus, que visitou várias vezes Pyongyang.

  • EUA expulsa dois diplomatas venezuelanos e dá-lhes 48 horas para deixarem o país

    Mundo

    Os Estados Unidos anunciaram, na quarta-feira, a expulsão de dois diplomatas venezuelanos, aos quais deu um prazo de 48 horas para sairem do país. A decisão é a resposta ao anúncio de Presidente da Venezuela de expulsar o encarregado de negócios e o chefe da secção política da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, Todd Robinson e Brian Naranjo, respetivamente.