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Pentágono diz que a Rússia não tem razão para ver os EUA como uma ameaça

A Rússia não tem "qualquer razão" para considerar os Estados Unidos como uma ameaça à segurança nacional, disse hoje o Pentágono.

O Pentágono referia-se a um relatório oficial de Moscovo, no qual os Estados Unidos e NATO são classificados, pela primeira vez, como potenciais perigos.

De acordo com a cadeia de televisão oficial do Pentágono, o novo documento da segurança nacional russa, assinado pelo presidente Vladimir Putin por ocasião do Ano Novo, aponta nomeadamente os Estados Unidos e a expansão da Aliança Atlântica como ameaças para a Rússia.

O anterior relatório deste tipo, que datava de 2009, não mencionava nem os Estados Unidos, nem a NATO.

"Não há qualquer razão para nos considerar ameaças", declarou o capitão Jeff Davis, um porta-voz do ministério da Defesa norte-americano. "Não procuramos entrar em conflito com a Rússia", sublinhou.

Este documento ilustra as tensões acrescidas entre Moscovo e Washington desde o início da crise na Ucrânia. As duas potências discordam também sobre a guerra na Síria.

"Temos as nossas divergências, mas é fundamentalmente falso considerar os Estados Unidos como uma ameaça para a Rússia", acrescentou o capitão Davis.

Washington já usou uma linguagem idêntica para qualificar Moscovo. Em julho, o general Joseph Dunford afirmou que a Rússia representava a maior ameaça para a segurança dos Estados Unidos.

Na segunda-feira, em declarações proferidas em Estugarda, na Alemanha, o general Dunford disse esperar encontrar-se em breve com o homólogo russo, general Valery Gerasimov.

"Quando se atravessa um período difícil, uma relação profissional de militar para militar pode ajudar a compreender melhor as preocupações da outra parte e, por outro lado, limitar os riscos de se fazer um mau cálculo", sublinhou Dunford.

Joseph Dunford é o principal conselheiro militar do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e do secretário da Defesa, Ashton Carter.

Lusa

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