sicnot

Perfil

País

Juíza Joana Salinas conhece hoje veredito do Supremo em caso de peculato

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) profere hoje o acórdão do julgamento de Joana Salinas, juíza desembargadora da Relação do Porto acusada de peculato por utilizar verbas da Cruz Vermelha de Matosinhos, à qual presidia, para pagar a advogados que lhe redigiam decisões judiciais.

Durante o julgamento, o procurador-geral da República adjunto Paulo Sousa considerou que a juíza teve um comportamento "claramente criminoso" ao entregar processos do tribunal da Relação do Porto a advogados para que estes lhe elaborassem decisões judiciais.

Além de Joana Salinas, está também acusada de peculato (utilização indevida de dinheiros públicos) a advogada Alexandra Valente Novais.

Segundo a acusação, a advogada terá concordado em estudar os processos da Relação do Porto que estavam distribuídos à juíza Joana Salinas que, na qualidade de presidente da delegação de Matosinhos da CVP, determinou que Alexandra Novais fosse contratada pela CVP, com uma avença de 1.500 euros mensais, como contrapartida pelo acordo estabelecido entre ambas.

Lusa

  • Juíza desembargadora de Tribunal da Relação do Porto julgada por peculato
    1:59

    País

    Uma juíza desembargadora da Relação começou a ser julgada no Supremo Tribunal de Justiça. Joana Salinas é acusada de pagar a duas advogadas, com dinheiro da Cruz Vermelha, para lhe fazerem os acórdãos dos seus processos. Salinas desmente todas as acusações e garante que as advogadas foram contratadas para trabalhar para a Cruz Vermelha. A arguida regressa ao banco dos réus na próxima quinta-feira.

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.