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Marcelo e Maria de Belém trocam acusações de malícia e incoerência

Os candidatos presidenciais Marcelo Rebelo de Sousa e Maria de Belém Roseira trocaram hoje acusações de malícia e incoerência, num debate com sucessivas críticas pessoais em que recorreram a episódios das décadas de 80 e 90.

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Neste frente a frente, na RTP1, Marcelo Rebelo de Sousa confrontou Maria de Belém com a falta de apoio do PS e o silêncio de António Costa sobre a sua candidatura, o que a socialista considerou "perfeitamente normal", rejeitando que esteja a dividir o seu partido.

Por sua vez, a antiga ministra da Saúde procurou demonstrar que o social-democrata não é fiável e referiu que este em tempos chamou "lelé da cuca" ao fundador do PSD Francisco Pinto Balsemão, quando este era primeiro-ministro.

"Isso é mentira", reagiu o antigo presidente do PSD. Marcelo contrapôs que se tratou de um "texto humorístico" de 1978 e salientou que Balsemão esteve na chefia do Governo mais tarde, entre 1981 e 1983: "Só para ver como mente em termos de datas. É assim: mente sistematicamente, fingindo que não mente", acusou.

"Chamou ou não chamou? É por isso que Balsemão está zangado consigo e que não confia em si", atirou Maria de Belém. "Não, não está zangado", contestou Marcelo.

Neste debate moderado pelo jornalista João Adelino Faria, a ex-presidente do PS começou logo ao ataque, afirmando que prefere ter o seu adversário como comentador do que como Presidente e invocando a expressão "catavento político" utilizada pelo presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, para o acusar de ser contraditório.

Se Belém citou Passos, Marcelo recorreu ao eurodeputado do PCP João Ferreira para definir a sua oponente como "uma pessoa ziguezagueante, com duas caras, que por um lado faz um discurso de esquerda, por outro lado tenta charmar à direita".

Depois, queixou-se de esta o ter qualificado de "hiperativo", como se fosse "uma psicóloga", e questionou qual a relevância de falar no número de horas que dorme. "Não fiz mais do que repetir o que de si dizem", respondeu a socialista.

Maria de Belém acusou também o social-democrata de ter apoiado um projeto de revisão constitucional para "distorcer" o Serviço Nacional de Saúde em 1982 - um tema lançado por Sampaio da Nóvoa na quinta-feira - e de "aproveitamento" político por ter visitado o Hospital de São José, em Lisboa, após um caso de morte naquela unidade de saúde.

Sobre este último caso, o professor universitário de direito afirmou que falou com o ministro da Saúde, Adalberto Fernandes, antes e depois dessa visita e que terá um comportamento semelhante se for chefe de Estado.

O ex-comentador televisivo procurou apresentar-se como um referencial de estabilidade, dando como exemplo a viabilização de três orçamentos quando liderava o PSD na oposição e o PS estava no Governo nos anos 90. Graças a isso, "pôde ser ministra da Saúde, pôde ser ministra da Igualdade", disse para Maria de Belém.

A meio da discussão, Marcelo acusou a sua concorrente de ser "muito hábil em tentar com alguma malícia dar a volta à situação".

Em resposta, ouviu: "Não, eu não sou maliciosa. Aliás, é muito risível que diga que eu sou maliciosa. Se há pessoa maliciosa, vou aqui já venho. Não se lembra do que chamou ao doutor Francisco Pinto Balsemão num Governo a que pertencia juntamente com ele?"

O antigo presidente do PSD criticou também Maria de Belém por ter anunciado a sua candidatura quando o secretário-geral do PS estava a dar uma entrevista, observando: "E diz que eu crio factos políticos e que não intriga".

A socialista desvalorizou o momento desse anúncio, alegando que tinha previamente informado António Costa, e contra-atacou sugerindo que Marcelo não quer o presidente do PSD na sua campanha, o que este considerou uma intriga.

"Tem feito a campanha toda a tentar à direita o que lhe falta à esquerda", sustentou o social-democrata.

"Realmente, intriguista eu nunca fui. E se perguntar aos portugueses quem é o campeão nessa matéria, eu não sou", replicou a antiga ministra da Saúde.

Lusa

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