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Polícia Marítima suspende buscas na foz do Douro sob a falta de indícios de naufrágio

A Polícia Marítima suspendeu hoje as buscas para encontrar três possíveis desaparecidos na zona da foz do rio Douro, no Porto, depois de ter recebido um alerta de naufrágio que não foi confirmado, disse à Lusa fonte daquele organismo.

(arquivo)

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© Nacho Doce / Reuters

A fonte acrescentou que as autoridades não conseguiram encontrar qualquer indício de que o naufrágio da embarcação de recreio tivesse realmente ocorrido.

Já à tarde, o capitão do Porto do Douro e Leixões, Teixeira Pereira, referiu haver indícios de que se tratasse de um "falso alarme".

Em declarações à Lusa, o responsável explicou então que "face à incerteza e às más condições do mar", a mobilização do navio patrulha oceânico "Figueira da Foz" para auxiliar nas buscas foi cancelada.

Contudo, a Polícia Marítima continuava na altura a fazer patrulhas para ver se existiam indícios ou destroços de alegado naufrágio da embarcação de recreio, que poderia chamar-se "Odivelas".

Segundo o capitão Teixeira Pereira, o nome do navio "Odivelas" não foi encontrado na lista de registos, não havendo sequer um nome parecido, e também não se recebeu sinal da embarcação a emitir pedido de socorro.

"São vários indicadores que levam a pensar em falso alarme", acrescentou.

Um helicóptero da Força Aérea e meios da Marinha realizaram hoje buscas próximo da foz do rio Douro após o alerta.

O porta-voz da Marinha, Paulo Vicente, contou à agência Lusa que o alerta chegou ao Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa) por volta das 06:00, tendo um helicóptero EH-101 estado envolvido nas buscas entre as 08:00 e as 12:00, hora em que regressou à Base Aérea do Montijo para reabastecer.

Lusa

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