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Portugueses são a sétima nacionalidade mais representada na população de Bruxelas

Um em cada três habitantes em Bruxelas tem nacionalidade estrangeira e os portugueses são a 7.ª nacionalidade mais representada, segundo estatísticas publicadas pelas autoridades locais no relatório "Bruxelles-Europe en chiffres 2016" (Bruxelas-Europa em números).

© Rafael Marchante / Reuters

Esta publicação do Turismo de Bruxelas, Comissão para a Europa e Organizações Internacionais de Bruxelas e Centro Cosmopolis de Investigação Urbana informou que a nacionalidade mais representada na capital belga é a francesa, seguindo-se a marroquina, romena, italiana, espanhola, polaca, portuguesa, búlgara, alemã e da República Democrática do Congo.

Os números mostram que a 01 de janeiro de 2015 havia 19.609 portugueses registados, o maior número desde 2000 quando havia 15.802.

Na estatística geral da Bélgica, os portugueses são a 8.ª nacionalidade mais representada (42.793), depois de França, Itália, Holanda, Marrocos, Polónia, Roménia e Espanha. Em 9.ºe 10.º lugar, respetivamente, estão Alemanha e Turquia.

Na região flamenga do país, a Flandres, a lista é encabeçada pelos holandeses, estando os portugueses em 10º lugar, com 13.245 pessoas, enquanto na Valónia (zona francófona da Bélgica), os italianos são os mais representados, estando Portugal no 7º lugar do 'ranking', com 9.939 pessoas.

A presença de inúmeras nacionalidades faz de Bruxelas ser a segunda cidade europeia, depois de Londres, no uso de maior número de línguas. Na capital belga há 104 línguas.

Já o estatuto de capital europeia, ao albergar 20 organizações da União Europeia e 42 organizações intergovernamentais, fez surgir em Bruxelas, em arredores, 29 escolas internacionais para 22.772 alunos.

Esta presença internacional gera 121 mil trabalhos: 81 mil diretamente e 40 mil indiretamente, traduzindo um valor acrescentando de cinco mil milhões de euros em 2013 à economia da região, que tem o terceiro mais elevado PIB per capita entre as 306 regiões europeias.

Porém, nesta região um em cada três habitantes vive abaixo da linha de pobreza, com o relatório a indicar que 22,2% de adultos vive em agregados sem rendimentos de trabalho, enquanto essa taxa aplicada a crianças é de 25,7%. A taxa de emprego em Bruxelas é de 54,3%.

Lusa

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