sicnot

Perfil

País

Furação "Alex" a 560 quilómetros a sul do Faial

O furacão 'Alex' estava a 560 quilómetros a sul do Faial, Açores, às 20:00 locais desta quinta-feira (mais uma hora em Lisboa) e a deslocar-se a uma velocidade de 37 quilómetros/hora, informou a meteorologista Vanda Costa.

SIC

"Às 20:00 locais, o furacão estava a 560 quilómetros a sul do Faial, mantendo a mesma direção norte-nordeste, a uma velocidade de 37 kms/hora, prevendo-se que os efeitos comecem a ser sentidos a partir das 23:00 (hora local) nos grupos central e oriental do arquipélago", adiantou à agência Lusa Vanda Costa, da delegação regional dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O grupo central é constituído pelas ilhas da Graciosa, Terceira, Faial, Pico e São Jorge, fazendo parte do grupo oriental São Miguel e Santa Maria.

Segundo a meteorologista, "durante a manhã de sexta-feira, o centro do furacão vai passar sobre as ilhas do grupo central, mas não é possível prever qual a ilha que será mais afetada, dado que, como todas as previsões, há sempre um grau de incerteza sobre a sua direção".

"Apesar de haver uma concordância de que a direção do furacão é norte-nordeste, pode haver ligeira mudança", explicou Vanda Costa.

Estes dois grupos do arquipélago dos Açores estão sob aviso vermelho, tendo o IPMA estendido às 22:00 locais este aviso para agitação marítima no grupo oriental.

Segundo o IPMA, o aviso vermelho corresponde a uma situação meteorológica de risco extremo.

O aviso para agitação marítima vigora entre as 05:00 e as 14:00 (mais uma hora em Lisboa) de sexta-feira, com ondas que podem ultrapassar os nove metros, o mesmo sucedendo para o vento, cuja rajada máxima pode atingir os 130 km/hora.

Já a precipitação para estas duas ilhas vigora entre as 02: e as 14:00 de sexta-feira.

Além deste grupo, também as cinco ilhas do grupo central do arquipélago foram colocadas sob aviso vermelho para chuva, agitação marítima e vento, ao longo da madrugada até ao início da tarde de sexta-feira.

Nestas cinco ilhas, as ondas podem chegar aos 18 metros e as rajadas de vento aos 170 km/hora.

O furacão 'Alex' é o primeiro fenómeno meteorológico desta natureza a acontecer no mês de janeiro em quase 80 anos, de acordo com meteorologistas norte-americanos.

Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), é a primeira vez que um furacão se forma em janeiro no oceano Atlântico desde 1938.

O instituto norte-americano alertou para a grande quantidade de chuva, a possibilidade de deslizamentos de terra, inundações repentinas e inundações costeiras significativas, acompanhadas de ondas grandes e destrutivas.

Lusa

  • Açores sob aviso vermelho devido ao furacão "Alex"
    2:02

    País

    Os Açores estão sob aviso vermelho. O Alex já não é um ciclone, é agora um furacão de grau um. A intempérie aumentou a intensidade e vai atingir especialmente o grupo central dos Açores. O presidente do Serviço Regional da Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) disse hoje que todas as corporações dos grupos central e oriental estão de prevenção, deixando um alerta sobretudo para a agitação marítima na madrugada.

  • Governo quer aumentar fiscalização a baixas fraudulentas
    1:10

    País

    O Governo quer criar uma bolsa de médicos para fiscalizar quem recebe o subsídio por doença. A intenção foi manifestada à TSF pela secretária de Estado da Segurança Social. Em 2016 foram detetados mais de 56 mil trabalhadores com baixa médica que afinal estavam aptos para trabalhar.

  • Novo motim em prisão brasileira do Rio Grande do Norte

    Mundo

    Um motim ocorreu esta segunda-feira de madrugada numa prisão do estado brasileiro de Rio Grande do Norte, sem fazer feridos ou mortos, depois de uma rebelião numa outra prisão do mesmo estado ter feito 26 mortos no fim de semana.

  • Cheias e derrocadas destroem várias casas no Peru
    0:42

    Mundo

    Um deslizamento de terras seguido de uma inundação destruiu várias casas no Peru. As imagens mostram o momento em que o deslizamento acontece e o caos que se gerou. O trânsito ficou cortado e as inundações que se seguiram obrigaram várias pessoas a abandonar as suas habitações.