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Governo diz que não há portugueses mortos ou feridos no ataque no Burkina Faso

O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, disse hoje à Lusa que não há registo de portugueses mortos ou feridos no ataque terrorista no Burkina Faso.

© Reuters TV / Reuters

"De acordo com as informações que conseguimos recolher por via do nosso gabinete de emergência consular, não há registo de portugueses feridos ou mortos no âmbito desses incidentes que ainda estão a ter desenvolvimentos", declarou o secretário de Estado à Lusa.

Pelo menos 23 pessoas de 18 nacionalidades distintas foram mortas no ataque terrorista ao hotel Splendid, em Ouadagougou, no Burkina Faso, ação que teve início ainda na noite de sexta-feira e que também atingiu o café-restaurante Cappuccino, que fica nas proximidades do hotel.

"Portanto, nós continuaremos a acompanhar os desenvolvimentos no seguimento desse atentado na capital do Burkina Faso", acrescentou José Luís Carneiro.

O secretário de Estado disse que há a "confirmação de que há duas empresas portuguesas de construção civil que têm trabalhadores portugueses a desenvolver a sua atividade profissional na capital desse país africano".

"Neste momento, não podemos afirmar com rigor o número de portugueses que estão a trabalhar para essas empresas. Porque, como é de conhecimento público, muitos dos portugueses que saem para trabalhar no estrangeiro não procedem à sua inscrição consular e nem dão conhecimento às autoridades nacionais das suas deslocações", referiu ainda José Luís Carneiro.

"De qualquer forma, estamos a procurar detetar essa presença e a sua dimensão, mas as informações que temos pelos contactos com estas empresas que lá desenvolvem atividade é de que não há efetivamente portugueses vítimas desse atentado", acrescentou.

Uma fonte das forças de segurança do Burkina Faso confirmou à agência de notícias francesa AFP que as operações das forças de segurança no hotel foram encerradas essa manhã, mas que as buscas continuam ao redor do hotel Splendid e do café-restaurante Cappuccino.

Cento e vinte e seis pessoas, 33 das quais com ferimentos, foram resgatadas no hotel pelas forças de segurança do Burkina Faso, que tiveram a ajuda de forças internacionais na operação, nomeadamente francesas.

Quatro jihadistas, incluindo duas mulheres, foram mortos na operação das forças de segurança e, alegadamente, um quinto terrorista teria fugido do local, segundo algumas testemunhas.

O hotel Splendid é geralmente utilizado por funcionários da ONU e por cidadãos ocidentais, sensivelmente os mesmos frequentadores do café-restaurante Cappuccino, localizado em frente ao hotel e também atingido no ataque.

Lusa

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