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Cão do Barrocal Algarvio na reta final do reconhecimento

Quase extinto na década de 1960, o cão do Barrocal Algarvio aguarda aval para ser mais uma raça de cães portuguesa reconhecida, numa altura em que se estima a existência de mais de 1.500 exemplares.

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Após 15 anos de recuperação, divulgação da raça e de trabalho de verificação genética, a Associação de Criadores do Cão do Barrocal Algarvio (ACCBA) viu esta raça integrar a mais recente edição do Clube Português de Canicultura sobre as raças de cães portugueses e os seus estalões, ou seja, características.

"Pessoalmente, tinha a certeza que era um cão que estava cá há muitos anos", disse à Lusa um dos fundadores da associação e criador de cães do Barrocal Algarvio há 44 anos, José Afonso Correia, que se assume "apaixonado" pela raça.

Atualmente, o processo está com a Direção-Geral de Veterinária e Alimentação, que é a entidade detentora do livro de raças portuguesas e a entidade competente para dar a última palavra sobre se o cão do Barrocal Algarvio passa a ser a nova raça de cães de origem portuguesa ou não.

Especialistas na área da canicultura admitem a introdução da raça na região durante o período da ocupação árabe, altura em que os cães eram considerados impuros, com exceção para o Saluki, que era considerado uma dádiva de Alá que já era representado pelos Sumérios cerca de 7.000 mil anos a.C. e considerado pelos egípcios como o "Nobre".

Com olhos amendoados, orelhas pontiagudas de pelo curto na ponta e de pelo comprido na base, cauda em forma de bandeira ou de cauda de escorpião e patas com pelos compridos em franja, este cão era particularmente encontrado na faixa entre o litoral e a serra algarvia, a zona do Barrocal que viria a dar nome à raça.

"No início do processo, o cão tinha vários nomes, nomeadamente o Abandeirado, o Felpudo, o Peludo", explicou o presidente da ACCBA, Rogério Teixeira, acrescentando que o novo nome foi escolhido como forma de mostrar a origem e prevalência destes cães nas zonas do Barrocal e a forma de identificar a região de origem.

Rogério Teixeira e José Afonso Correia defendem que esta é uma raça diferente e que, apesar do seu pelo poder dar a entender que se trata de um cão de gado, este é um animal com grande resistência e energia, que tanto pode ser cão de caça como de companhia, dada a sua meiguice.

"É um cão que tem uma paixão pela caça. É um caçador nato que está aqui", disse José Afonso Correia apontado para a sua matilha de cães do Barrocal Algarvio, que assegura serem excelentes para a caça a coelhos.

Para a caça de perdiz, aquele criador - que tem distribuído gratuitamente dezenas de cães por todo o país - diz que, "embora não seja um cão de parar, para ir buscar uma perdiz ferida é dos melhores porque tem um olfato muito apurado e é um cão muito trabalhador".

Desde a fundação da ACCBA que o grupo de associados tem apostado na divulgação da raça por todo o país, apresentando estes cães em várias feiras de caça e agricultura.

Lusa

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