sicnot

Perfil

País

Maria de Belém esclarece que nunca recebeu subvenção vitalícia

A candidata presidencial Maria de Belém Roseira esclareceu esta terça-feira que nunca recebeu a subvenção vitalícia atribuída a ex-titulares de cargos públicos e que avaliará as consequências que a decisão do Tribunal Constitucional tem para o seu caso pessoal.

Na nota, a antiga deputada do PS e ex-ministra responsável pelas pastas da Saúde e da Igualdade nos Governos de António Guterres, confirma que foi uma das signatárias do pedido de fiscalização requerido ao Tribunal Constitucional para a apreciação de uma norma do OE de 2015 que "suscitava dúvidas de constitucionalidade".

Na nota, a antiga deputada do PS e ex-ministra responsável pelas pastas da Saúde e da Igualdade nos Governos de António Guterres, confirma que foi uma das signatárias do pedido de fiscalização requerido ao Tribunal Constitucional para a apreciação de uma norma do OE de 2015 que "suscitava dúvidas de constitucionalidade".

MIGUEL A. LOPES / Lusa

"O Tribunal clarificou a natureza legal da subvenção vitalícia. Nunca a recebi. Irei avaliar as consequências da decisão do Tribunal Constitucional ao meu caso pessoal e, oportunamente, decidirei", lê-se numa nota enviada por Maria de Belém Roseira à comunicação social.

Maria de Belém Roseira e Mota Amaral integram a lista dos 30 deputados que pediram ao Tribunal Constitucional a fiscalização das normas do Orçamento do Estado para 2015 sobre as subvenções vitalícias de ex-titulares de cargos políticos.

Do total de 30 deputados signatários, 21 são do PS e nove do PSD, de acordo com a lista de requerentes do pedido de fiscalização sucessiva a que a Lusa teve acesso.

Na segunda-feira, o Tribunal Constitucional (TC) declarou a inconstitucionalidade da norma que foi introduzida pela primeira vez no Orçamento do Estado para 2014, e que teve como consequência a suspensão do pagamento das subvenções vitalícias a ex-titulares de cargos políticos cujo rendimento do agregado familiar fosse superior a 2 mil euros.

Na nota, a antiga deputada do PS e ex-ministra responsável pelas pastas da Saúde e da Igualdade nos Governos de António Guterres, confirma que foi uma das signatárias do pedido de fiscalização requerido ao Tribunal Constitucional para a apreciação de uma norma do OE de 2015 que "suscitava dúvidas de constitucionalidade".

"O nome dos deputados subscritores do requerimento é, naturalmente, público desde o momento da sua apresentação", refere, acrescentando que respeita "como sempre, as decisões do Tribunal Constitucional".

A par da candidata presidencial e do antigo presidente da Assembleia da República, são também subscritores do pedido de fiscalização sucessiva os atuais ministros da Cultura, João Soares, e do Mar, Ana Paula Vitorino.

Na segunda-feira, Maria de Belém Roseira já tinha sido confrontada pelos jornalistas com esta decisão do TC, tendo afirmado desconhecer o acórdão.

As normas declaradas inconstitucionais alteravam os "requisitos e formas de cálculo da atribuição e do montante das subvenções mensais vitalícias atribuídas a ex-titulares de cargos políticos e ainda em pagamento, tornando-as dependentes de condição de recursos, `em função do valor do rendimento mensal médio do beneficiário e do seu agregado familiar´", refere um comunicado do Tribunal Constitucional (TC).

Os deputados invocaram, entre outros preceitos, "os princípios constitucionais da proporcionalidade e da proteção da confiança e o princípio da igualdade".

No acórdão, disponível no "site" do Tribunal Constitucional, refere-se que, com a introdução da condição de recursos, "a subvenção mensal vitalícia perde a sua natureza de benefício" em razão "dos serviços prestados ao país" e passa a revestir a "natureza de prestação não contributiva comum, visando, como as outras, tão-somente evitar que os seus beneficiários sofram uma situação de carência económica".

Em 2014, uma proposta de alteração ao OE para 2015 subscrita pelo deputado do PS José Lello e pelo deputado do PSD Couto dos Santos, que determinava o fim da suspensão das subvenções vitalícias acima dos 2 mil euros, chegou a ser aprovada na especialidade com os votos favoráveis do PSD e do PS, a abstenção do CDS-PP e os votos contra do PCP e do BE.

Os proponentes acabaram por retirar a proposta "em nome do bom senso", disse na altura o deputado social-democrata Couto dos Santos, depois de intensa polémica nas bancadas do PSD e do PS.

No entanto, vários deputados transmitiram na altura à Lusa que estava a ser ponderada a possibilidade de recorrer ao Tribunal Constitucional da norma que ficaria consagrada e que, na prática, mantinha a suspensão do pagamento das subvenções aos ex-políticos com rendimentos superiores a dois mil euros.

Lusa

  • Obama diz que Guterres "tem uma reputação extraordinária"
    1:38

    Mundo

    António Guterres diz que vai trabalhar com Barack Obama e também com Donald Trump, na reforma das Nações Unidas. O futuro secretário-geral da ONU foi recebido por Obama, na Casa Branca, onde recebeu vários elogios do presidente norte-americano.

  • Mãe do guarda-redes da Chapecoense comove o Brasil
    1:37
  • Dezenas de mortos em bombardeamentos do Daesh em Mossul

    Daesh

    Dezenas de civis, entre os quais várias crianças, morreram e outros ficaram feridos em ataques de morteiro efetuados pelo grupo extremista Daesh em Mossul, disse à agência Efe o vice-comandante das forças antiterroristas iraquianas.

  • Morreu o palhaço que fazia rir as crianças de Alepo

    Mundo

    Anas al-Basha, mais conhecido como o Palhaço de Alepo, morreu esta terça-feira durante um bombardeamento aéreo na zona dominada pelos rebeldes. O funcionário público mascarava-se de palhaço para ajudar a trazer algum conforto e alegria às crianças sírias, que vivem no meio de uma guerra civil.

  • Tribunal chinês iliba jovem executado há 21 anos

    Mundo

    Nie Shubin foi fuzilado em 1995, na altura com 20 anos, depois de ter sido condenado por violação e assassinato de uma mulher, na cidade de Shijiazhuang. Agora, a justiça chinesa vem dizer que, afinal, o jovem era inocente, uma vez que não foram encontradas provas suficientes para o condenar.