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Imprensa francesa menciona a eleição de "comentador vedeta" em Portugal

A imprensa francesa de hoje menciona a eleição de um "comentador vedeta" em Portugal, uma expressão que aparece em vários jornais.

reuters

A edição online do Le Figaro caracteriza, três vezes, o professor de Direito como um "comentador vedeta" da televisão portuguesa, num artigo intitulado "Portugal: o conservador Marcelo Rebelo de Sousa eleito Presidente à primeira volta".

Para o diário conservador, "a surpresa veio de Marisa Matias, a candidata do Bloco de Esquerda, próximo do Syriza na Grécia", referindo que "ela ficou em terceiro lugar, com 10,13% dos votos, diante da antiga ministra socialista Maria de Belém Roseira (4,24%) e do candidato comunista Edgar Silva (3,95%)".

O Le Figaro acrescenta que, "ainda que o chefe de Estado português não tenha poder executivo, dispõe de uma prorrogativa de peso: a dissolução do parlamento", notando que "o Governo socialista se apoia desde novembro numa coligação frágil de esquerda, que associa socialistas e a esquerda radical", mas sublinhando que ,"de acordo com os politólogos, Marcelo Rebelo de Sousa não terá a intenção de dissolver o parlamento, a não ser em caso de crise política".

O mesmo tom surge no económico Les Echos, que também descreve Marcelo Rebelo de Sousa como "professor de Direito, comentador vedeta na televisão há cerca de 15 anos", mencionando "a surpresa do Bloco de Esquerda", um partido "próximo do Syriza na Grécia que ficou em terceiro".

O jornal fala numa presidência "com poucos poderes", com excepção do poder de dissolução do parlamento, sublinhando que "o antigo comentador vedeta tinha, aliás, insistido na independência da sua campanha relativamente ao seu campo político, mostrando-se relativamente conciliador face ao novo primeiro-ministro socialista, António Costa, aliado da esquerda radical".

A edição online do vespertino Le Monde relembra que "este professor de direito, de 67 anos, popular para além do seu campo político enquanto comentador vedeta na televisão, era o grande favorito do escrutínio", sublinhando que "a única incerteza era a sua capacidade em ganhar logo à primeira volta".

No artigo intitulado "Portugal: o conservador Marcelo Rebelo de Sousa eleito presidente à primeira volta", o Le Monde escreve que o futuro chefe de Estado prometeu "não ser Presidente de nenhum partido, marcando a sua distância com o PSD e com o CDS, dois partidos associados à austeridade" e comprometendo-se a ser "um árbitro acima das confusões".

O jornal acrescenta que "a questão-chave deste escrutínio é o poder do chefe de Estado para dissolver o parlamento - uma arma decisiva numa altura em que o Governo socialista depende de uma aliança frágil com a esquerda radical".

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